Logo após o grande ato realizado pelo Sindicato dos Bancários de Brasília em frente ao Palácio do Buriti, que contou com ampla participação dos funcionários do BRB, dirigentes sindicais participaram, nesta quarta-feira (13), de uma reunião com representantes do Governo do Distrito Federal para cobrar medidas efetivas em defesa do banco, dos empregos e do patrimônio público de Brasília.
O encontro ocorreu em meio à grave crise enfrentada pelo BRB após os desdobramentos envolvendo operações ligadas ao Banco Master, situação que colocou o banco público do Distrito Federal sob forte pressão financeira, política e institucional. Para o Sindicato, além da necessidade de responsabilização rigorosa dos envolvidos, o momento exige ação rápida do GDF para preservar o banco, os empregos de milhares de trabalhadores e um patrimônio estratégico do povo de Brasília.
Participaram da reunião, representando o GDF, a chefe de gabinete da governadora, Juliana Bonfante, o chefe da Casa Civil, Raimundo Dias Júnior, o assessor jurídico Jonas Modesto e o secretário executivo de Gestão Administrativa da Secretaria de Economia, Ângelo Roncalli. Pelo Sindicato, os dirigentes reforçaram que o momento exige responsabilidade institucional, celeridade e cumprimento imediato das etapas necessárias para buscar apoio junto às instâncias competentes.
O ponto central da reunião foi a cobrança para que o GDF faça o seu dever de casa: reúna, formalize e encaminhe a documentação necessária para viabilizar alternativas de apoio ao BRB. O Sindicato destacou que nenhum pedido de apoio, financiamento, garantia ou medida institucional avança sem a documentação correta nos sistemas devidos.
O diretor Ivan Amarante destacou que o objetivo do encontro foi justamente pressionar o GDF a cumprir as etapas básicas necessárias para permitir a continuidade das tratativas em outras esferas.
“Pode parecer algo simples, mas é exatamente isso que precisa ser feito. O GDF precisa fazer o pedido formal, colocar as informações nos sistemas corretos e entregar a documentação necessária. Só assim será possível buscar apoio em outras instâncias, seja junto ao Fundo Constitucional, ao Governo Federal ou a outros órgãos competentes”, afirmou Ivan.
Durante a reunião, o diretor Ronaldo Lustosa também defendeu que a governadora Celina Leão reúna sua equipe e dê celeridade às providências necessárias. Para o Sindicato, o tempo é um fator decisivo diante da dimensão da crise.
“É importantíssimo que o GDF faça o seu dever de casa, que a Secretaria de Economia faça o seu dever de casa, e que a governadora Celina junte sua equipe para que as coisas andem. Nós temos pressa. Com o GDF fazendo a parte dele, buscaremos apoio no Ministério da Fazenda e, se necessário, na Presidência da República. O BRB foi vítima do maior crime financeiro da história do Brasil, e toda vítima merece amparo”, afirmou Ronaldo Lustosa.
O diretor Daniel Oliveira também reforçou que a mudança no comando do governo não afasta a responsabilidade do GDF sobre a crise enfrentada pelo banco. Para ele, o governo atual precisa agir de forma efetiva na defesa do BRB.
“A reunião foi importante para apresentarmos nossos dados e nossas cobranças. Mas não podemos esquecer que o governo continua tendo responsabilidade sobre essa situação. A mudança na chefia do Executivo não isenta o GDF da obrigação de trabalhar pela defesa e pelo salvamento do BRB”, afirmou Daniel Oliveira.
Como encaminhamento, o Sindicato propôs a realização de uma reunião de ponto de controle no dia 19 de maio de 2026, às 10h. A proposta foi acatada. O GDF também poderá comunicar eventuais providências antes mesmo da nova reunião.
Para o Sindicato, a defesa do BRB exige menos narrativa e mais ação concreta. O banco é patrimônio do povo de Brasília, gera milhares de empregos, atende milhões de clientes e cumpre papel estratégico no desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Por isso, o Sindicato seguirá mobilizado, cobrando do GDF, dos órgãos de controle e das demais instâncias públicas todas as medidas necessárias para preservar o banco, responsabilizar os envolvidos e garantir a recuperação dos valores desviados.
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Da Redação
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