Banco BRB

1 de Junho de 2026 às 17:30

PT-DF pede prioridade ao BRB na recuperação de recursos do caso Master

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Integrantes do PT do Distrito Federal se reuniram, na sexta-feira (29), com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tratar dos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso Master/BRB. O encontro ocorreu na sede da corporação, em Brasília, e teve como foco a cobrança por aprofundamento das apurações, responsabilização dos envolvidos e recuperação de recursos para o Banco de Brasília.

Além do presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa, participaram do encontro o pré-candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT), a deputada federal e pré-candidata ao Senado Érika Kokay (PT-DF), o deputado distrital Gabriel Magno (PT) e o ex-secretário de Assuntos Jurídicos e pré-candidato a deputado federal Marivaldo Pereira (PT-DF).

A reunião ocorre em um momento decisivo para o BRB, após a homologação de acordo no Supremo Tribunal Federal que abre caminho para uma operação de até R$ 6,5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com o objetivo de reforçar a capitalização do banco. A medida busca enfrentar os impactos financeiros provocados por prejuízos relacionados às operações com o Banco Master.

Para o Sindicato dos Bancários de Brasília, toda iniciativa voltada à preservação do BRB precisa estar acompanhada de transparência, investigação rigorosa e responsabilização de quem causou prejuízos à instituição. Defender o banco público também significa impedir que a conta da crise seja transferida para trabalhadores, servidores, clientes e para a população do Distrito Federal.

Durante o encontro, os participantes manifestaram preocupação com os efeitos financeiros do caso e defenderam que eventuais valores recuperados por meio de investigações, bloqueio de bens, acordos ou delações sejam destinados prioritariamente ao ressarcimento do BRB. Também foi reforçada a necessidade de que as apurações avancem de forma autônoma, forte e independente.

O deputado distrital Gabriel Magno afirmou que a reunião buscou reforçar denúncias já apresentadas anteriormente e chamar atenção para os novos desdobramentos do caso, especialmente diante da possibilidade de contratação de empréstimo bilionário para cobrir prejuízos. A avaliação apresentada é de que qualquer solução para o banco deve partir da premissa de que os danos precisam ser investigados e cobrados de quem os provocou.

A deputada federal Erika Kokay também defendeu a punição dos responsáveis e a construção de caminhos para a devolução de valores eventualmente desviados. Já Guilherme Sigmaringa destacou que o objetivo é contribuir para o aperfeiçoamento das medidas adotadas e garantir que o BRB siga funcionando e servindo à população do Distrito Federal.

Leandro Grass reforçou a defesa da manutenção do BRB como banco público, destacando que a instituição não pode ser liquidada, privatizada ou extinta. Ao mesmo tempo, defendeu que a população não seja responsabilizada pelos prejuízos decorrentes do caso e que as investigações avancem para garantir o ressarcimento do banco.

Outro ponto tratado na reunião foi a preocupação com os efeitos fiscais do acordo homologado no STF. Segundo informações divulgadas, a operação pode impor restrições ao Governo do Distrito Federal, como limites para concessão de reajustes, criação de cargos e realização de concursos públicos, salvo reposição de vacâncias, enquanto durar o compromisso financeiro ou até melhora na capacidade de pagamento do DF.

Para o Sindicato, esse ponto exige acompanhamento permanente. A recomposição do BRB é fundamental, mas não pode ocorrer às custas de novos prejuízos aos trabalhadores, aos servidores públicos e à população que depende dos serviços do banco e das políticas públicas executadas por ele.

O BRB tem papel estratégico no Distrito Federal. Além de atuar no pagamento de servidores e no atendimento a milhares de clientes, o banco participa da execução de políticas públicas, movimenta benefícios sociais e é instrumento importante para o desenvolvimento econômico local. Por isso, sua preservação deve estar vinculada à defesa de sua função pública, da transparência e da valorização de seus trabalhadores.

A posição defendida pelo Sindicato é clara: o BRB deve ser preservado como banco público, forte e a serviço da população. Ao mesmo tempo, é indispensável que as investigações identifiquem responsabilidades, promovam a recuperação de recursos e impeçam que a conta recaia sobre quem não causou a crise.

Da Redação com informações do Correio Braziliense

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