Durante assalto da agência do Banco do Brasil da avenida Comercial Norte, localizado na região administrativa de Taguatinga, ocorrido na noite desta terça-feira (30), os bandidos renderam um segurança, um tesoureiro e um caixa que ainda estavam trabalhando no local após as 19h.
Dois homens renderam os três funcionários quando eles estavam repondo dinheiro em um caixa eletrônico na área externa do local. Os trabalhadores foram levados para dentro da agência e feitos de reféns sob ameaça com armas de fogo. Eles foram obrigados a levar os assaltantes até o cofre do banco no subsolo da agência. Os bandidos conseguiram levar R$ 500 mil.
“A organização de trabalho do banco deixa os trabalhadores vulneráveis à ação de bandidos. Os bancários estavam trabalhando além da jornada de trabalho quando foram surpreendidos pelos assaltantes. Essa situação deve ser revista pelo banco para que novos incidentes não acorram”, afirmou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, que também é funcionário do BB.
O banco reduziu o número de funcionários com a implementação da Plataforma de Suporte Operacional (PSO) e, além disso, não preencheu as vagas disponíveis.
O Sindicato avalia que a situação poderia ter sido evitada se o BB tivesse um quadro maior de funcionários na unidade. Com um maior número de bancários, o abastecimento do dinheiro no caixa eletrônico não teria ocorrido naquele horário. Além disso, a reposição do dinheiro deveria ocorrer com a presença de, pelo menos, dois seguranças.
Todo o dinheiro roubado foi colocado em mochilas e os assaltantes saíram do local caminhado tranquilamente. Enquanto isso, os funcionários continuaram presos na agência com as mãos atadas por presilhas plásticas.
InvestigaçãoApenas uma cliente desconfiou da ação dos bandidos e avisou a policiais militares. A poucos metros da agência, que fica na QNE 17 de Taguatinga, há um posto da PM que recebeu a denúncia da mulher. Quando a polícia chegou no local os assaltantes já tinham fugido.
A Polícia Civil investiga o crime, mas ainda não prendeu os bandidos. O assalto foi registrado por uma das câmeras da agência.
Saúde dos bancários Os funcionários do Banco do Brasil que sofreram o assalto podem utilizar a consultoria psicológica do Sindicato. Também podem emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que é um direito do trabalhador previsto em lei. O documento é fundamental para o recebimento de benefícios em caso de doenças e acidentes de trabalho quando necessário.
“Nós estamos atentos às questões dos bancários para que situações que coloquem em risco a saúde do trabalhador não voltem a acontecer. Na pauta de reivindicações que foi entregue a Fenaban, nós pedimos que os funcionários não fiquem com as chaves de cofres”, destacou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, Wadson Boaventura, que visitou a agência nesta quarta-feira (31).
Confira, abaixo, a reivindicação entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban):
ARTIGO 105 - DA PROIBIÇÃO À GUARDA DAS CHAVES E ACIONADORES DE ALARMES
Os bancos deverão desvincular os empregados da guarda de chaves das agências e postos de atendimento bancário e de acesso aos seus cofres, bem como a guarda de acionadores de alarme, ficando esses serviços sob responsabilidade empresas especializadas em segurança.
Os bancários assaltados estão afastados do trabalho e deverão ter atendimento psicológico do BB pelo Programa de Assistência às Vítimas de Assalto e Sequestro (Pavas).
Confira
aqui a pesquisa da Contraf-CUT sobre segurança bancária.
Thaís RohrerDo Seeb Brasília, com informações do Correio Braziliense