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27 de Maio de 2026 às 17:20

Escala 6×1 perde de lavada na comissão. Agora, é hora de derrotá-la no Plenário

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Depois de mais de cinco horas de audiência, debate, pressão e votação nominal, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o relatório que pode abrir caminho para o fim da escala 6×1 no Brasil. O placar foi contundente, com 34 votos favoráveis e apenas 4 contrários, uma demonstração da força da mobilização popular, sindical e parlamentar em defesa de uma vida além do trabalho.

A aprovação representa o prenúncio da maior vitória histórica da classe trabalhadora brasileira em nosso século. O texto aprovado na Comissão Especial prevê o fim da escala 6×1, com garantia de dois dias de descanso por semana, além da redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem prejuízo salarial, em um período de transição de 14 meses. O descanso de dois dias passará a valer 60 dias após a promulgação da proposta que, aprovada na Câmara, seguirá para o Senado.

Votaram contra o relatório os deputados Gilson Marques (Novo-SC); Julia Zanatta (PL-SC); Mauricio Marcon (PL-RS) e Osmar Terra (PL-RS).

Com a derrota já sinalizada, a bancada do PL tentou mudar a narrativa e apresentou uma proposta de escala 4×3, além de um destaque para que a medida entrasse em vigor imediatamente, e não no prazo de 60 dias.

A manobra suja e mal lavada não passou de uma clara estratégia política para reduzir o desgaste diante da derrota, confundir a opinião pública e atrasar a tramitação.

Para o presidente da Contracs, Julimar Roberto, a votação é resultado direto da pressão dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o país.

“Hoje é um dia histórico para a classe trabalhadora brasileira. A aprovação desse relatório mostra que a luta vale a pena, que a mobilização nas ruas, nas redes, nos sindicatos e dentro do Congresso tem força. O Brasil deu um passo gigantesco e estamos assistindo o fim de uma escala que escraviza, afasta mães e pais de suas famílias e rouba da juventude trabalhadora o direito de viver.”

Julimar também afirmou que a votação representa uma derrota política dos setores que tentaram impedir o avanço da proposta.

Essa derrota é da direita brasileira que se colocou contra a classe trabalhadora. É derrota de quem tentou posar de defensor da família, mas votou contra o direito do trabalhador e da trabalhadora de ter tempo para cuidar dos filhos, descansar, estudar e viver com dignidade. São cristãos de última hora no discurso, mas, na prática, defenderam propostas que poderiam empurrar ainda mais exploração para cima de quem já trabalha demais.”

O presidente da Contracs reforçou que a vitória na comissão ainda não encerra a luta. Como a proposta precisa seguir para o Plenário da Câmara, a orientação é ampliar a pressão sobre os parlamentares.

“Agora é hora de aumentar a pressão. A vitória na comissão foi fundamental, mas a batalha decisiva será no Plenário”, finalizou.

Fonte: Contracs

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