Os vigilantes do Distrito Federal decidiram endurecer a luta. Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (25), na Rampa dos Vigilantes, no Conic, a categoria deliberou pela manutenção e intensificação da greve, iniciada na última terça-feira (23). A decisão é uma resposta direta aos meses de impasse e à postura intransigente das empresas de segurança privada que seguem insistindo em uma proposta rebaixada, incapaz de reconhecer o valor de quem arrisca a própria vida diariamente para proteger trabalhadores, clientes e o patrimônio das instituições financeiras.
O Sindicato dos Bancários de Brasília, que apoia o movimento, repudia com veemência a postura das empresas, que transformaram a mesa de negociação em um cenário de desrespeito aos trabalhadores. Enquanto os vigilantes reivindicam valorização, melhores condições de trabalho e uma proposta compatível com a importância da profissão, o patronato responde com intransigência, enrolação e uma proposta rebaixada, ignorando meses de negociação.
A manutenção da greve é consequência direta dessa lamentável postura patronal. Quem insiste em desvalorizar os trabalhadores é o único responsável pelo agravamento do conflito. Não há disposição para aceitar migalhas nem para negociar direitos essenciais.
E sem um acordo digno, que efetivamente valorize os vigilantes, não haverá funcionamento das agências bancárias.
Assim, nenhuma agência bancária deverá abrir as portas - a não ser as unidades da Caixa Econômica Federal e aquelas do Banco do Brasil não atendidas pela Brasfort. As agências atendidas pela Brasfort devem permanecer fechadas, já que ainda não houve acordo com a empresa.
Além disso, o Sindicato dos Bancários de Brasília reforça que nenhum bancário ou bancária deve permanecer em uma agência sem vigilante. Qualquer tentativa de coação para obrigar bancárias e bancários a permanecerem em unidades sem as condições adequadas de segurança deve ser denunciada imediatamente ao Sindicato pelos telefones (61) 3262-9000 e 3262-9090. O sigilo das denúncias é garantido.
"Não aceitaremos migalhas”
O presidente da Fetec-CUT/CN e dirigente da CUT, Rodrigo Britto, que acompanha de perto o movimento, foi enfático ao defender a continuidade da mobilização. "Seremos intransigentes com a defesa da vida dos trabalhadores do ramo financeiro. Não aceitaremos migalhas dos patrões. Quem está impedindo a construção de um acordo não são os vigilantes, mas as empresas, que insistem em desrespeitar uma categoria essencial para a segurança da população e do sistema financeiro. Sem valorização, sem acordo", defende.
O Sindicato dos Bancários de Brasília permanecerá mobilizado nesta sexta-feira (26), percorrendo agências em todo o Distrito Federal para fiscalizar o cumprimento da greve, assegurar que nenhum direito seja violado e impedir que trabalhadores, clientes e usuários sejam expostos a situações de risco.
Por iniciativa do Sindicato, a propósito, a Justiça determinou que os bancos apresentem um plano de segurança para o funcionamento das agências durante a paralisação. A decisão reforça que a proteção da vida e da integridade física dos trabalhadores não é facultativa.
As instituições financeiras ou empresas que insistirem em descumprir a legislação, ignorar a decisão judicial ou colocar em risco a segurança nas unidades serão acionadas judicialmente e responsabilizadas por suas condutas.
Por fim, o Sindicato ressalta que, neste momento, a unidade e a mobilização coletiva tornam-se ainda mais decisivas. Somente a força organizada dos trabalhadores será capaz de destravar as negociações e conquistar um acordo que faça justiça a uma categoria indispensável para a segurança do sistema financeiro.
Nenhum direito a menos!
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