Em mais um dia da greve dos vigilantes do Distrito Federal, dirigentes do Sindicato dos Bancários de Brasília, da Fetec-CUT/CN, da Fetracom-DF e do Sindicato dos Vigilantes reforçaram a fiscalização nas agências bancárias e cobraram que as empresas de segurança retomem as negociações para garantir um acordo que respeite os direitos dos trabalhadores.
Presidente da Fetec-CUT/CN e presidente eleito do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto destacou que a luta dos vigilantes reúne trabalhadores de diferentes categorias em torno de uma mesma defesa: respeito, negociação e valorização.
“Estamos aqui com bancários, vigilantes, trabalhadores do comércio e dos serviços, companheiros e companheiras da Central Única dos Trabalhadores, apoiando a luta de uma categoria fundamental. Nossa expectativa é que as empresas respeitem os trabalhadores, retomem as negociações e fechem um bom acordo para que tudo volte à normalidade”, afirmou Britto.
A solidariedade dos bancários também foi reforçada pelo diretor do Sindicato Ronaldo Lustosa. Para ele, os vigilantes fazem parte do cotidiano das agências e merecem o apoio da categoria bancária neste momento de luta.
“Estamos em mais um dia de luta em defesa dos vigilantes de Brasília. Pedimos a bancárias e bancários total apoio aos nossos irmãos e irmãs vigilantes. São trabalhadores que fazem parte do nosso dia a dia e merecem todo o nosso respeito”, ressaltou Ronaldo.
Parte das empresas já avançou nas negociações e permitiu o retorno dos vigilantes ao trabalho. Outras, no entanto, seguem sem apresentar solução para o impasse. O diretor do Sindicato dos Vigilantes, Adamastor de Almeida, chamou atenção para essa diferença de postura dentro do setor.
“Algumas empresas já negociaram e os vigilantes já voltaram aos seus postos. Mas ainda há empresas intransigentes, que não negociaram com a categoria e mantêm essa injustiça”, afirmou Adamastor.
Segundo ele, a unidade dos trabalhadores segue sendo decisiva para fortalecer a mobilização. “Pedimos a conscientização da categoria e a adesão à greve. Aos companheiros das empresas que já negociaram, também pedimos apoio. Precisamos estar juntos, com o Sindicato dos Bancários, para enfrentar essa injustiça contra os vigilantes”, completou.
A cobrança às empresas também foi feita por Alberto Santos, presidente da Fetracom-DF. Ele reforçou que a atividade dos vigilantes é indispensável para o funcionamento de diversos setores e que o sindicato patronal precisa apresentar uma resposta concreta às reivindicações.
“Os vigilantes são trabalhadores importantíssimos para o funcionamento dos hospitais, dos bancos e do comércio em geral. O sindicato patronal precisa atender às reivindicações dessa categoria”, cobrou Alberto.
Victor Queiroz
Colaboração para o Sindicato
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