
Por solicitação dos parlamentares petistas e ex-sindicalistas Vicentinho e Ricardo Berzoini, a Câmara dos Deputados realizou, na segunda-feira (26), sessão solene homenageando a trajetória de 30 anos da Central Única dos Trabalhadores.
Dirigentes, ex-dirigentes e militantes cutistas, além de convidados, participaram do evento.
Primeiro a falar no plenário, Vicentinho lembrou que a CUT nasceu em plena ditadura militar. "Apesar dos diversos problemas que tivemos à época, sentíamos que era preciso mudar estrutura sindical, recheada de vícios. Isso nos levou a fundar a CUT, para representar com legitimidade os trabalhadores", disse.
A importância da CUT para a transformação do Brasil ao longo do tempo passa pela história da CUT Brasília. A deputada Erika Kokay, que falou em nome do PT, comemorou o fato de o Congresso abrir suas portas para comemorar os 30 anos da CUT. “Sou feliz por ter presidido a CUT Brasília, essa Central que é, acima de tudo, síntese de uma enormidade de experiências que o Brasil construiu", resumiu. Erika esteve à frente da Central entre os anos 2000 e 2002, durante o governo de FHC. Ela disse que é preciso resgatar essa memória de três décadas. "A nova geração não sabe o que é ter um governo tucano neoliberal com uma tamanha crueldade, que chegou a flexilbilização da CLT. Foi um grande desafio, mas nós conseguimos impedir. Por outro lado, foi nesse período que gestamos a candidatura de Lula à presidência", afirmou.
O ex-dirigente da CUT Brasília José Zunga Alves da Silva lembra que quando assumiu a Central, em 1997, era preciso outro patamar de mobilização. "Pegamos um dos períodos mais críticos da Central, com todos os problemas do governo Collor e a introdução do projeto neoliberal no país, com a determinação feroz de destruir o movimento sindical". A receita para barrar esse processo, segundo Zunga, foi "levar a mobilização ao extremo e investir fortemente na política de formação de novos quadros, com a consolidação da Eco-CUT".

No início da década de 1990, o atual secretário nacional de Organização da Central, Jacy Afonso de Melo, presidia a CUT Brasília. "Participamos ativamente do impeachment do presidente Collor. Foi aí que se intensificou a luta pela ética na política e a construção de um sindicalismo classista, de luta e pela base", resumiu o sindicalista, para quem a CUT representa um ponto de referência e de resistência em nome da classe trabalhadora.
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