
Da esq. para a dir.: Wadson Boaventura, Rosane Alaby e Manoel Duque
O 1º Fórum Nacional: A invisibilidade Negra no Sistema Financeiro terminou nesta terça-feira (29), em Salvador, com a aprovação de uma carta compromisso reunindo objetivos e ações a serem implementadas pelas entidades sindicais no combate à discriminação de negros e negras nos bancos.
Participaram do evento representando os bancários de Brasília os diretores do Sindicato Rosane Alaby, Wadson Boaventura, Jeferson Meira e Manoel Duque.

Segundo Boaventura, a lógica de racismo e discriminação construída ao longo dos anos precisa ser extinta. “Esse tema ainda é tabu. Ainda existem dúvidas. Conforme compromisso assumido em carta, precisamos trabalhar com cada sindicato, discutir o assunto e buscar soluções. Se não nos comprometermos todos a trabalhar para acabar com essa realidade ainda enfrentada pela população negra brasileira, tudo continuará como está”, defendeu.

Para Jeferson, é preciso “resgatar nossa ancestralidade para conduzir os debates no nosso trabalho e na sociedade de forma geral, no dia a dia. Como multiplicadores, temos que levar esse debate para frente, precisa aprofundar mais ainda. A coisa é mais grave do que imaginamos. Se o Estado não ouvir os envolvidos, as políticas públicas estarão fadadas ao fracasso”.
A mesa final do evento foi presidida por Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, e contou com a participação de Júlia Nogueira, secretária de Combate ao Racismo da CUT, e Valmira Luiza, secretária de Combate ao Racismo da CTB. Também estiveram presentes o secretário-geral e o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Marcel Barros e Miguel Pereira, respectivamente.
"Essa carta não pretende trazer constrangimentos às entidades sindicais, ao contrário. É uma forma de estímulo à reflexão sobre o tema para as entidades que não tiveram a oportunidade de presenciar as discussões do Fórum, que foram bastante ricas. Esperamos intensificar as ações em todas as entidades na luta contra o racismo", afirma Deise.
A secretária de Combate ao Racismo da CUT elogiou o evento. "Quando reunimos trabalhadores de um setor para debater a discriminação de forma responsável, com números e pesquisas, isso dá subsídios para formular políticas sobre o tema. Chega de ficar falando sem ter ações concretas", defende Júlia Nogueira.
O evento foi integralmente transmitido ao vivo pelo site da Contraf-CUT, graças à parceria com o Sindicato dos Bancários de Brasília.
Pricilla Beine
Do Seeb Brasília com informações da Contraf-CUT
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