
Irinaldo Venâncio Barros (Seeb-SP), Jorge Antunes (Banpará), Érica Fabíola (Seeb-Pa), Carlos Souza (ContrafCUT), Cristina Quadros (Afbepa), Heidiany Katrine Moreno (Seeb-Pa) e André Nepomuceno,(sec. geral Seeb-Brasília): a segunda mesa de debates, no sábado 19
Intensificar a mobilização em defesa do Banpará como banco público, estadual e forte. Esse foi objetivo do seminário em Defesa do Fortalecimento do Banco do Estado do Pará (Banpará), realizado no sábado (19), no auditório do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belém. O evento foi organizado pelo Sindicato dos Bancários Pará/Amapá, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN) e pela Associação dos Funcionários do Banco do Estado do Pará (Afbepa).

Secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Brasília, André Nepomuceno destacou a luta e resistência do BRB para não ser privatizado, o fortalecimento do banco e a melhoria nas condições d etrabalho e salário, após a pressão pela venda/incorporação
O seminário contou com público formado por bancários da capital e do interior do Pará, urbanitários, servidores públicos, professores, estudantes, blogueiros, além de representantes de centrais sindicais. Parlamentares de esquerda também contribuíram com o seminário e dispuseram seus mandatos para luta em defesa do Banpará como os deputados estaduais Edilson Moura e Alfredo Costa, ambos do PT, Edmilson Rodrigues (Psol); a vereadora de Belém Milene Lauande (PT) e o deputado federal Claudio Puty (PT).

Diretor de Crédito do Banpará, Jorge Antunes: destacou o crescimento do banco e a estratégia de ter atuação em municípios sem bancos
A atividade também teve a participação de bancários de bancos estaduais de outros estados como Irinaldo Venâncio de Barros, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionário da extinta Nossa Caixa, que foi incorporada pelo Banco do Brasil durante o último mandato do governador José Serra (PSDB), o que resultou em grandes prejuízos para os bancários da Nossa Caixa; e André Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato de Brasília e funcionário do BRB. André falou das lutas contra a privatização do BRB.
“Achamos muito importante a realização do seminário e ficamos honrados com o convite. Durante o evento, lembrei a bem-sucedida campanha encabeçada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília entre 2007 e 2008 contra a privatização do BRB. Intitulada ‘o BRB é nosso, é do DF, privatização não’, a campanha mobilizou bancários, parlamentares e a sociedade civil em defesa do BRB. A forte atuação do Sindicato e o empenho da categoria impediu que o banco fosse vendido. Ressaltamos aos colegas do Banpará que a forte mobilização faz a diferença”, destacou André Nepomuceno.

Parte da plenária que ouviu e debateu saídas para que o banpará seja cada vez mais forte e sem os fantasmas de venda/privatização/incorporação
O Banpará foi representado pelo diretor Jorge Antunes, que falou dos projetos da atual diretoria de ampliar a presença do Banco no Estado com a abertura de 28 novas agências, de melhorias no sistema tecnológico do banco e de ampliação das contas da instituição, sobretudo com o pagamento de folhas das prefeituras.
Estratégias de luta
O principal objetivo do seminário foi pensar e construir coletivamente estratégias de luta em defesa do fortalecimento do Banpará. Nesse sentido, a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim, destacou que para isso “é necessário uma ampla unidade dos movimentos sociais para uma grande mobilização em torno da defesa do Banpará como banco público, estadual e forte, e o foco do movimento sindical deve ser a luta pela presença do Banpará em todo o Estado, assim como pela melhoria do sistema tecnológico do banco”.
O vice-presidente da Contraf-CUT, Carlos de Souza, frisou que “a luta pelo fortalecimento do Banpará deve ser nacionalizada, e o movimento sindical bancário deve utilizar para isso os recursos midiáticos para atingir efetivamente a opinião pública”.
Carta aberta
Ao final do seminário, as entidades organizadoras do evento formularam uma carta aberta em defesa do fortalecimento do Banpará, clique aqui e leia.
Da Redação
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