O Sindicato faz uma homenagem às mães, especialmente para as trabalhadoras do ramo financeiro, que se dividem em vários papéis na sociedade. A entidade lembra a data com admiração por essas mães, bancárias, cooperativárias e financiárias que desenvolvem suas atividades com amor e dedicação.
Neste domingo 13 de maio, Dia das Mães, o Sindicato lembra a história da Mãe Menininha do Gantois. Sua trajetória de vida foi marcada pela luta contra a resistência, a discriminação e a intolerância religiosa.
Mãe Menininha foi uma figura importante na cultura brasileira. Era filha dos descendentes de africanos Joaquim e Maria da Glória, que eram da nação Egbá-Arakê, das terras de Agbeokutá, no sudoeste da Nigéria. A ialorixá era bisneta de negros liberto e manteve a tradição familiar na religião no terreiro do Gantois.
Foi apelidada Menininha, talvez por seu aspecto franzino.
Foi iniciada no culto dos orixás de Keto aos 8 anos de idade por sua tia-avó e madrinha de batismo, Pulchéria Maria da Conceição (Mãe Pulchéria), chamada Kekerê - em referência à sua posição hierárquica, Iyá kekerê (Mãe pequena). Menininha seria sua sucessora na função de Iyalorixá do Gantois. Com a morte repentina de Mãe Pulchéria, em 1918, o processo de sucessão foi acelerado. Por um curto período, enquanto a jovem se preparava para assumir o cargo, sua mãe biológica, Maria da Glória Nazareth, permaneceu à frente do Gantois.
A partir da década de 1930, a perseguição ao candomblé vai arrefecendo, mas uma Lei de Jogos e Costumes, condicionava a realização de rituais à autorização policial, além de limitar o horário de término dos cultos às 22 horas. Mãe Menininha foi uma das principais articuladoras do término das restrições e proibições.
Mãe Menininha abriu as portas do Gantois aos brancos e católicos - uma abertura que, em muitos terreiros, ainda é vista com certo estranhamento.
Nunca deixou de assistir à missa e até convenceu os bispos da Bahia a permitir a entrada nas igrejas de mulheres, inclusive ela, vestidas com as roupas tradicionais do candomblé.
Mãe Menininha do Gantois faleceu em Salvador em 1984 de causas naturais, aos 92 anos de idade.
Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília, com informações da Wikipedia
Copyright © 2025 Bancários-DF. Todos os direitos reservados