
Um novo ano começou e velhos problemas continuam na vida dos bancários e dos clientes e usuários de bancos. Até o dia 10 de janeiro, quatro agências foram furtadas na região administrativa de Ceilândia, sendo três do Itaú Unibanco e uma do Banco do Brasil. Os bandidos usaram a mesma estratégia em todos os roubos: entraram nas agências durante a madrugada e levaram objetos da área de atendimento ao público. O Sindicato exige que os bancos invistam mais em segurança.
Na quinta-feira (12), o Sindicato visitou as agências para verificar se os bancos estão cumprindo as medidas de segurança previstas na legislação vigente. “Em conjunto com um técnico de segurança, o Sindicato inspecionou as unidades e conversou com bancários e clientes. Também alertarmos que os bancos devem reforçar a segurança”, afirma o diretor do Sindicato Wadson Boaventura.
Da agência Itaú Ceilândia, os bandidos furtaram no dia 8 de janeiro 11 computadores, duas impressoras, uma cafeteira e outros objetos. Além disso, os ladrões depredaram vários móveis do local. Em virtude da ação, a unidade ficou sem funcionar durante dois dias. No dia seguinte (9), a agência do Itaú de Ceilândia Sul também foi alvo de ação idêntica no início da segunda semana de janeiro.
Na madrugada do dia 10, foram roubados quatro monitores, duas CPUs e uma TV de 32 polegadas da agência do BB do centro de Ceilândia.
No dia 3 de janeiro, os ladrões entraram na agência Itaú Ceilândia Satélite e levaram mais computadores.
As câmeras de segurança registraram a ação dos bandidos nas agências bancárias. As imagens serão encaminhadas para a polícia.
Banco do Brasil
A agência da 504 Norte também foi alvo de três ladrões no dia 10 de janeiro. Um deles conseguiu furtar envelopes com dinheiro e cheques depositados pelos clientes da unidade. Enquanto dois bandidos distraíam um bancário no momento da ação, um dos acusados arrombou rapidamente uma das portas de vidro da área interna da agência e conseguiu levar os envelopes. A ação ocorreu pouco depois das 16h.
“São inúmeras as falhas de segurança na agência 504 Norte, onde o bancário transporta o dinheiro na frente de clientes. O funcionário passa pelos clientes para abastecer e pegar os envelopes. Reivindicamos um acesso exclusivo entre a tesouraria e a retaguarda para não deixar o bancário tão exposto”, observa o diretor da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CN) Alexandre Stilben.
Insegurança
Estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), publicado em setembro do ano passado, revelou que os bancos destinaram R$ 1,9 bilhão em despesas com segurança e vigilância. Os dados têm como base os cinco maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal, que lucraram R$ 37,9 bilhões em 2011. Na comparação com os números de 2010, constatou-se uma queda de 5,45% para 5,20% na relação entre o lucro e os gastos com segurança.
Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília
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