Medida questiona inversão remuneratória entre Gerentes de Equipe e Assessores de Unidades Estratégicas
O Sindicato ajuizou ação civil coletiva em face do Banco do Brasil para apurar distorção salarial ocorrida após a reestruturação interna implementada no âmbito do Programa Performa. A medida trata de situações verificadas nas Unidades Estratégicas da instituição, especialmente a partir das mudanças iniciadas em 3 de fevereiro de 2020.
A ação aponta que empregados investidos na função de Gerente de Equipe UE, responsáveis pela coordenação, supervisão e liderança das atividades, passaram a receber remuneração inferior, por hora, à de trabalhadores que ocupam a função de Assessor de Unidades Estratégicas I – modalidade TI, integrantes das equipes por eles coordenadas.
A coexistência de estruturas remuneratórias distintas após a reestruturação gerou uma inversão da lógica hierárquica, permitindo que subordinados percebam salário-hora superior ao de seus gestores diretos. Tal cenário afronta os princípios da isonomia, da valorização do trabalho e da razoabilidade, além de comprometer a coerência da organização funcional adotada pelo próprio banco.
A medida busca o reconhecimento da distorção remuneratória e a recomposição das diferenças salariais devidas, com reflexos nas demais verbas trabalhistas, de modo a restabelecer a correspondência entre responsabilidade funcional e remuneração.
A iniciativa integra o conjunto de ações voltadas à defesa das condições de trabalho e da estrutura remuneratória da categoria, diante dos impactos decorrentes das reestruturações promovidas pelo banco.
Da Redação
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