
Reivindicação dos bancários e dos trabalhadores do ramo financeiro, a redução das taxas de juros pelo Banco do Brasil, pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), pela Caixa Econômica Federal, pelo BRB e pelos principais bancos privados é uma conquista da população brasileira. A medida é apoiada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília. Os bancos foram forçados pelo governo federal a reduzirem os spreads bancários, que é a diferença entre o que os bancos pagam e cobram de juros.
“O Sindicato, que sempre defendeu a redução das taxas de juros, acredita que o crédito mais acessível para a população impulsiona a economia e diminui a espoliação acarretada pelo spread bancário. Esse é um dos papéis que esperamos principalmente dos bancos públicos”, afirma o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Rafael Zanon, que também é bancário do Banco do Brasil. “Além da redução das taxas de juros, também exigimos que os bancos diminuam as metas abusivas, não sustentáveis”, completa. Na quinta-feira (19), o Banco do Brasil anunciou novas reduções nas taxas de juros para empréstimos para pessoas físicas e empresas. Os ajustes refletem a redução da Selic de 9,75% para 9%, anunciada na quarta-feira (18) pelo Comitê de Política Monetária (Copom). As novas taxas do BB entram em vigor a partir de segunda-feira (23).
Na terça-feira (10), representantes de bancos privados se reuniram com o Ministério da Fazenda, em Brasília, e apresentaram 20 propostas que envolvem desde a diminuição de impostos até a redução do depósito compulsório – dinheiro que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, existem condições para que os bancos brasileiros deixem de ser os “campeões de spread no mundo”, referindo-se à diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada ao cliente. Na avaliação do Sindicato, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal possuem margem para ampliar a oferta de crédito sem aumentar o risco de inadimplência e, com isso, garantir a estratégia de transferir recursos antes apropriados pelos banqueiros para a sociedade. Para não perderem mercado, os bancos privados Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e HSBC também anunciaram a redução dos juros.
Campanha Nacional dos Bancários
O Sindicato, que apoia a redução dos juros e do spread, não aceitará que os bancos utilizem esse argumento (alteração das taxas) na Campanha Nacional dos Bancários para negar reajuste acima da inflação à categoria. “Somente com a cobrança de tarifas, que já estão sendo reajustadas pelos bancos para compensar a redução dos juros e do spread, as instituições financeiras cobrem as suas folhas de pagamento e ainda sobra dinheiro”, argumenta o diretor do Sindicato Eduardo Araújo.
O Sindicato espera que as instituições financeiras continuem reduzindo os juros. “A redução das taxas de juros é importante para estimular a produção, gerar mais empregos e distribuir renda”, destaca o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, que também é diretor da CUT-DF.
Da Redação
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