
Em defesa da sociedade brasileira, a Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasília) e os movimentos sociais realizaram, nesta quinta-feira (11), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a Marcha Unificada da Classe Trabalhadora. Pacífico, o ato, que fez parte do Dia Nacional de Mobilização pela Pauta da Classe Trabalhadora e contou com a participação do Sindicato dos Bancários de Brasília, saiu do Museu da República em direção ao gramado do Congresso Nacional, onde diversas categorias, incluindo os bancários, exigiram um Brasil mais justo.
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Com inúmeros cartazes e faixas, trabalhadores e trabalhadoras reivindicaram o cumprimento da pauta unitária das centrais sindicais para o Dia Nacional de Luta.
Confira, abaixo, os itens da pauta:
- Redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salários;
- Fim do fator previdenciário;
- 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação;
- 10% do Orçamento da União para a saúde pública;
- Transporte público e de qualidade;
- Valorização das aposentadorias;
- Reforma agrária;
- Suspensão dos leilões de petróleo;
- Contra o projeto de lei 4.330, que libera por completo a terceirização e precariza o emprego e os direitos das categorias no Brasil.
Esquerda unida
“Os bancários de Brasília estão reunidos com trabalhadores de todo o país nessa manifestação pacífica e legítima, em que unimos forças da esquerda para combater os setores reacionários da sociedade que concentram poder e renda”, afirmou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, que participou da marcha.
O presidente do Sindicato também pediu voto contra o projeto de lei 4.330, que precariza o emprego e os direitos das categorias no Brasil. “Os bancários pedem aqui voto contra o projeto de lei 4.330 e também uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro. Os bancos não deixam de lucrar nesse país, independentemente das dificuldades enfrentadas pela população brasileira. Por isso, é preciso que todos estejam juntos em defesa de toda a pauta da classe trabalhadora, com destaque para a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários”, destacou o dirigente sindical.
Secretária-geral do Sindicato, Cida Sousa também participou da marcha. “A diretoria do Sindicato participou da atividade porque é contra o projeto da terceirização, uma vez que os bancos já terceirizam uma parte do trabalho bancário. E, caso essa proposta seja aprovada, as instituições financeiras podem ampliar a terceirização e precarizar o emprego e os direitos dos trabalhadores do ramo financeiro”, frisou.
‘Não aceitamos retrocesso nem ataques aos nossos direitos’
“Neste dia 11 de julho, a CUT Brasília e os movimentos sociais realizaram esta marcha em defesa da sociedade brasileira. Mostramos aos governos e ao Congresso Nacional que não aceitamos retrocesso nem ataques aos nossos direitos e conquistas. Exigimos políticas públicas e investimentos sociais que promovam a melhoria da qualidade de vida e de trabalho da população trabalhadora na cidade e no campo”, disse o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília
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