Na mesma data do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, o Ministério da Saúde lançou uma cartilha com indicadores que orientarão profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) a identificar sinais do transtorno em crianças e iniciar mais cedo o acompanhamento.
O documento contém a diretriz de atenção à reabilitação da pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), que trará pela primeira vez uma tabela com indicadores do desenvolvimento infantil e sinais de alerta para que médicos do SUS possam fazer uma identificação precoce do autismo em crianças de até três anos.
Além da tabela, o ministério irá disponibilizar para os profissionais de saúde instrumentos de uso livre para o rastreamento/triagem de indicadores de desenvolvimento que possam diagnosticar o TEA.
Diagnóstico e tratamento
Após o diagnóstico do paciente e a comunicação à família, inicia-se a fase do tratamento e da habilitação/reabilitação nos pontos de atenção da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência.
O autismo implica em alterações de linguagem e de sociabilidade que afetam diretamente – com maior ou menor intensidade – grande parte dos casos. O paciente também pode sofrer limitação de suas capacidades funcionais e nas interações sociais, o que demanda cuidados específicos e singulares de acompanhamento médico, habilitação e reabilitação ao longo das diferentes fases da vida.
O grau de intensidade do transtorno é o fator que define o tratamento dos pacientes. Aqueles com menor intensidade deverão ser tratados nos centros especializados de reabilitação (CER) do SUS. Atualmente, existem no país 22 CERs em construção, 23 em habilitação e 11 convênios de qualificação para que entidades que já estão abertas passem a funcionar como CER.
Da Redação, com informações do Ministério da Saúde