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19 de Outubro de 2012 às 13:16

Justiça fecha cerco a abuso de bancos

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Ministério elabora um plano que obrigará instituições financeiras e lojas a detalharem os custos implícitos nos empréstimos

A guerra contra a falta de transparência e os altos custos dos empréstimos e dos serviços prestados por instituições financeiras para os consumidores brasileiros promete esquentar nos próximos meses. Segundo a secretária Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça, Juliana Pereira, em 30 dias, será concluído um plano de oferta de crédito que, quando em vigor, obrigará os bancos e as lojas a esmiuçarem o custo efetivo total (CET) de todos os seus tipos de financiamentos.

 

O detalhamento das tarifas é uma das prioridades do governo federal, ao lado da redução dos juros. Segundo a titular da Senacon, o Banco Central já criou uma norma que obriga quem oferece crédito a especificar as CETs, mas, muitas vezes por falta de conhecimento, essa orientação não é respeitada. E isso impede ou dificulta que o cliente possa, de fato, comparar os custos dos parcelamentos. "Precisamos dar transparência a esse processo até para estimular a competitividade entre as instituições e garantir a liberdade de escolha do consumidor", afirmou.

 

Tarifas


Para a secretária, falta também mais clareza de como são cobradas as tarifas bancárias. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), elas subiram quatro vezes mais que a inflação nos últimos 12 meses. E esses reajustes fizeram com que a receita delas tivesse um aumento de 46%. Para o consumidor, isso representa um gasto 33% maior no período.

 

A economista do Idec Ione Amorin explica que o aumento dessas cobranças foi a estratégia adotada pelos bancos para compensar a perda de receita com a redução dos juros. "Desde o início do ano, o governo vem empenhando esforços para fazer com que a queda da Selic se reflita também na diminuição das taxas das operações de crédito ao consumidor final. Mas o que se vê é o efeito contrário: elas estão subindo", ressaltou. De acordo com o levantamento, paralelamente ao movimento de juros mais baixos, foram divulgadas, entre junho e agosto, novas tabelas aumentando as tarifas. Nos 12 meses considerados, os bancos reajustaram 40 delas — em uma média de 19%.

 

Fonte: Correio Braziliense

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