Nesta terça-feira (10), o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, exorbitou ao afirmar em um telejornal que a reivindicação apresentada pelos professores é indecente e imoral. Agnelo disse ainda que a mesma reivindicação implicaria em retirar recursos da merenda escolar para repassar para salários.
Com este comportamento, o governador demonstra insensibilidade, traindo toda sua trajetória política que, ironicamente, despontou a partir da atuação sindical no Sindicato dos Médicos do DF. Demonstra ainda desprezo por uma categoria sobre a qual sempre disse ao logo de sua vida pública respeitar. E, por fim, demonstra desconhecimento, ao fazer tão absurda afirmação quanto à proposta apresentada pelo Sindicato dos Professores no DF (Sinpro) sobre a destinação de parte dos recursos do Fundo Constitucional do DF.
Ao invés de atacar a categoria, o governador deveria se dispor a ouvir e verdadeiramente negociar, com vistas a encontrar uma saída para o impasse que tanto prejudica a sociedade do DF, em especial a população de baixa renda, que segundo ele é o seu foco.
O que se percebe é que o governador tem se cercado de secretários e assessores pouco inteligentes, que têm demonstrado grande inabilidade, com posturas que em nada destoam dos tempos de Roriz e Arruda.
Aliás, por falar em assessores, o governador deveria ter cuidado ao escolher os seus, pois da forma como tem feito, pode se encharcar em uma caudalosa cachoeira.
É importante destacar que o GDF é que firmou compromisso com os professores, e agora se nega a cumpri-lo. O Sindicato dos Professores, até para ajudar a assessoria despreparada do governador, apresentou uma proposta que agora ele vem de forma tão grosseira tentar desqualificar.
Consciente da justeza das reivindicações dos professores e professoras do DF, o Sindicato dos Bancários de Brasília se solidariza com a greve da categoria, repudia as declarações desastrosas do governador e espera sabedoria do governo na busca de uma solução.
Da Redação
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