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14 de Outubro de 2011 às 17:55

Forte, greve dos bancários completa três semanas

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A forte greve nacional dos bancários completou nesta sexta-feira (14) seu 18º dia, fechando a terceira semana do movimento. E os bancários de todo o país, incluindo os do Distrito Federal, prometem continuar de braços cruzados até que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresente uma proposta decente. “Nosso movimento, que já é o maior das últimas duas décadas, deve ser ampliado para pressionar os bancos a melhorarem a proposta”, avisa o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, que está em São Paulo desde ontem participando das negociações.

 



Na retomada das discussões com o Comando Nacional dos Bancários, nesta quinta (13), os banqueiros apresentaram nova proposta, de 8,4% de reajuste sobre todas as verbas (0,97% de aumento real), que foi prontamente rejeitada pelos representantes dos bancários. Diante do impasse, as negociações seguem nesta sexta.

 

Em três semanas de paralisação no Distrito Federal, a categoria comemora os números expressivos do movimento. Na Caixa Econômica Federal, os prédios da Tecnologia (502, 507 e 511 Norte) ficaram completamente vazios nos dias 28, 29 e 30, respectivamente. No prédio da 511 Norte, o comitê de esclarecimento teve início às 4h da madrugada do dia 30 e continuou até as 18h do dia 2 de outubro. A adesão nas agências e nas demais dependências da empresa continua forte e crescente.

 

“O êxito da greve depende necessariamente da nossa unidade e mobilização. Por isso, vamos continuar participando dos comitês de esclarecimento e chamar os demais colegas que estão trabalhando a aderir à paralisação. Nos últimos anos, a greve rendeu importantes conquistas para os bancários”, afirma Antônio Abdan, diretor do Sindicato e empregado da Caixa.

 

Paralisação legítima e democrática

 

No Banco do Brasil a greve também é forte, tanto no Sede I e III e na Tecnologia quanto nas agências em todo o DF. “Parabenizo todos os bancários e bancárias que participam ativamente deste movimento legítimo e democrático por melhores condições de trabalho. Os bancos, que lucraram mais de R$ 60 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, têm condições de atender nossas reivindicações. É importante manter nossa greve forte e aumentar a adesão em todas as dependências para forçar os bancos a apresentar uma proposta que contemple nossas reivindicações”, observa o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Eduardo Araújo, que também participa das negociações em São Paulo.

 

A grande adesão dos trabalhadores dos bancos privados à greve também surpreende. A maioria das agências do Bradesco, do Santander, do Itaú Unibanco, do HSBC segue de portas fechadas em Brasília e nas 30 regiões administrativas do DF.


“Sabemos das dificuldades dos bancários de bancos privados participarem da greve. No entanto, muitos trabalhadores aderiram à greve e estão dando um grande exemplo aos demais colegas. Só assim, unidos, sairemos vitoriosos do movimento”, destaca a diretora do Sindicato Louraci Morais, funcionária do Itaú Unibanco.

Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília

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