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16 de Maio de 2012 às 16:08

Em audiência na Câmara, vigilantes pedem mais segurança para abastecimento de numerário

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Os vigilantes cobraram dos bancos e das empresas de vigilância mais segurança no abastecimento de numerário durante audiência pública nesta terça-feira 15 na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, que entre outros assuntos discutiu a onda de roubos a caixas eletrônicos.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes, José Boaventura, participou da audiência representando a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhdores do Ramo Financeiro) e criticou a falta de segurança de trabalhadores, clientes e usuários das instituições financeiras. Ele lembrou que somente este ano dez pessoas já foram assassinadas em "saidinhas de banco" e assaltos a agências. No ano passado, o número de vítimas chegou a 49, sendo 32 clientes e oito vigilantes.

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Boaventura fala sobre a insegurança bancária

Durante a audiência, os trabalhadores, com balões pretos e placas com o nome de bancários, vigilantes e clientes, fizeram um protesto para lembrar as vítimas fatais de assaltos a bancos.

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O representante dos trabalhadores destacou que é necessário mais investimento em segurança por parte dos bancos. "Alguns itens nas agências precisam ser ampliados e não retirados, como a porta giratória, que é fundamental para manter a segurança nas agências. Também reivindicamos a utilização de vidros blindados e divisórias nos caixas eletrônicos, além do fim do transporte irregular de valores por bancários, vigilantes e policiais", frisou Boaventura.

O risco dos explosivos

Na audiência, também foi discutida a necessidade de controle de explosivos. Atualmente uma banana de dinamite custa em média R$ 1,00, o que facilita o acesso a esses artefatos. Além disso,80% dos explosivos utilizados para crimes no Brasil são fruto de produção caseira ou contrabando. Não por coincidência, a explosão de caixas eletrônicos e carro-forte se tornou prática recorrente pelos bandidos.

O general Waldemar Barroso, diretor de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro, afirmou que o órgão fez uma pesquisa sobre a compra de explosivos e intensificou as medidas de controle de aquisição e utilização desses materiais. "O nosso objetivo é que o Exército atue integrado com órgãos do governo e empresas para aumentar a segurança bancária", diz.

O Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Policiais Militares e Corpos de Bombeiros Militares defendeu a criação e aprovação de uma lei que criminalize o uso de explosivos, com tipificação no Código Penal.

Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília

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