
A Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) e a Coordenação dos Movimentos Sociais realizaram na terça-feira (6), na sede do Sindicato, um ato político-cultural pela libertação dos cinco patriotas cubanos presos nos Estados Unidos. A atividade contou com o apoio de diversas entidades sindicais, entre elas o Sindicato dos Bancários de Brasília.
Os cidadãos cubanos Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hermández, Ramón Labañino e René González foram presos nos Estados Unidos sob a acusação de espionagem quando cumpriam missão de colher informações que pudessem evitar ataques terroristas frequentemente realizados por grupos anticubanos.
Para mobilizar a sociedade brasileira e pedir ao presidente dos EUA, Barack Obama, a libertação dos cinco, estão sendo montados em dez estados brasileiros comitês de divulgação e esclarecimento sobre o caso. “A intenção é reunir assinaturas que serão enviadas ao governo americano. Queremos dar visibilidade à luta no Brasil, que pode se posicionar na Organização das Nações Unidas (ONU) e pedir a libertação desses heróis anti-terroristas”, explica o secretário de Política Social da CUT-DF, Ismael José Cesar.
Segundo o ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e membro honorário vitalício da entidade, Cezar Britto, juristas do mundo inteiro analisaram o processo dos cinco cubanos e é de entendimento geral que não existe relação dele com justiça. “O que temos nesse caso é a condenação de cinco pessoas apenas para afrontar a resistência cubana. Qualquer decisão contra Cuba é benéfica aos EUA e, nessa situação, a decisão é política, e não jurídica. Todos os povos têm direito a resistir quando seu território está em perigo e foi isso o que essas pessoas fizeram. Não podem ser condenadas por isso”, destacou Cezar.
Para o diretor do Sindicato Eduardo Araújo, é fundamental levantar o debate sobre esse caso na Capital da República. “O Brasil tem condições de se posicionar no cenário internacional e pedir a libertação desses cinco cidadãos cubanos. O que estamos fazendo é chamar a atenção da sociedade para esse caso claro de abuso de poder dos EUA”, assegurou.
O ato político-cultural também pediu o fim do bloqueio econômico imposto a Cuba. Ao final da atividade, houve apresentação especial dos músicos Márcio Bonfim e Rodrigo Vivar.
Pricilla Beine
Do Seeb Brasília
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