Os servidores da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) estão em greve por tempo indeterminado. A paralisação começou nesta segunda-feira (6) cobrando a implantação do Plano de Cargos e Salários (PCS). O acordo coletivo de trabalho da categoria foi descumprido, já que previa que o PCR entraria em vigor até 1º de fevereiro de 2012.
“Dentro dos principais princípios que norteiam a atuação da CUT, temos que apoiar outras categorias em nome da unidade dos trabalhadores. É justa a luta dos servidores da Terracap por melhores condições de trabalho para todos”, afirma Rodrigo Britto, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e diretor da CUT-DF.
Segundo o Sindser, sindicato que representa a categoria, 95% dos 710 servidores da Terracap aderiram à greve pela implementação do PCR. Os servidores pedem equiparação salarial com os advogados da empresa , que tiveram reajuste de mais de 100% (o piso saiu de R$ 6.060 para R$ 13.000), o que corresponde ao avanço de 22 níveis dentro da tabela.
Para tentar diminuir a disparidade, o Sindser apresentou a proposta de manter a estrutura da tabela salarial dos advogados para toda a categoria (equiparação do tempo de início e fim de carreira) e subir todas as carreiras em 22 níveis. Na contraproposta, a Terracap aceitou manter a estrutura, mas possibilitou o avanço de 12 níveis para a categoria. Apesar de não ser o ideal, a proposta da empresa f oi aceita, porém foi barrada pelo Conselho de Administração da Companhia Imobiliária de Brasília (Conad/Terracap).
O Conad não aceitou a proposta de PCR dos servidores, mas já tinha l iberado o aumento dos advogados no ano passado.
“O aumento na tabela salarial para 28 advogados tem repercussão financeira de aproximadamente R$ 230 mil por mês. A tabela consensua l, com o avanço de 12 níveis para toda a categoria, representa, em média, R$ 714 mil para 550 trabalhadores”, ilustra Cícero Rola, secretário-geral do Sindser e da CUT-DF.
Da Redação, com informações da CUT-DF
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