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1 de Junho de 2012 às 18:17

"Brasil passa por momento ímpar", afirma técnico do Dieese

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"O Brasil tem hoje uma oportunidade única de realizar transformações, mas isso passa pela capacidade de recuperar a noção de que o país precisa de um projeto de desenvolvimento – que é um projeto para gerar riqueza para a produção da igualdade”. A afirmação é do diretor técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) Clemente Ganz Lúcio, durante análise de conjuntura nacional e internacional na sexta-feira (1), 2º dia do 12º CECUT-DF.

 

Segundo Ganz, o mundo tem sofrido com a perda de empregos enquanto o Brasil vive a criação de mais de 15 milhões de postos de trabalho. “Vivemos um momento bom, mas não quer dizer que o cenário internacional não interfira no Brasil. Isso traz reflexos para o país na medida em que as nossas exportações estão fragilizadas. Por outro lado, vemos o crescimento das importações em geral, deixando a balança comercial negativa”, explica.

 

A saída indicada por Ganz é basear a estratégia de desenvolvimento do Brasil em uma política de desenvolvimento industrial, mas sem ignorar a sustentabilidade. Segundo ele, esse processo exige do movimento sindical o entendimento de que as transformações só ocorrerão se houver uma sociedade organizada e mobilizada.

 

Apesar do quadro positivo, o desemprego no DF reflete a discriminação histórica contra negros e mulheres: dos 188 mil desempregados, 58% são mulheres, 75% negros e 47% jovens. Ainda assim, o desemprego local vem registrando quedas há oito anos consecutivos. Para diminuir o número de pessoas sem emprego seria necessário, segundo o supervisor regional do Dieese-DF, Clóvis Roberto Scherer, criar cerca de 36 mil novos postos de trabalho por ano.

 

Enquanto isso, o cenário político da capital do país exige mudanças urgentes. Segundo o diretor presidente da WHD Comunicação, Hélio Doyle, os erros começaram com as alianças partidárias. “Essa insistência do governo em conceder ao vice o domínio sobre a construção civil, o setor imobiliário e o transporte, permite a criação de um feudo que compromete a imagem e atuação do governador”, afirma.


Mesmo existindo uma reação do governo sobre o cenário atual, o tempo é curto, destacou Doyle. “Caso não haja mudança real, as próximas eleições serão muito complicadas para os setores progressistas”, disse.


Nova direção

O 12º Cecut se encerra neste sábado, quando Rodrigo Britto será referendado como presidente da CUT-DF para o triênio 2012-2015.


Da Redação

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