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27 de Julho de 2012 às 20:31

Bancos seguem batendo recorde de lucratividade

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Balanço divulgado pelos dois maiores bancos privados do país mostra que as instituições financeiras seguem batendo recordes de lucratividade. Somente nos seis primeiros meses deste ano, Bradesco e Itaú obtiveram lucro líquido acumulado de R$ 12,8 bilhões.

 

O Itaú aparece na liderança. Registrou lucro líquido de R$ 7,13 bi, crescimento de 2,5% em relação a igual período do ano passado. Já o Bradesco bateu a casa dos R$ 5,7 bi, aumento de 2,7%. “São resultados muito expressivos, mesmo com a queda dos juros, apontando cenário positivo para a Campanha Nacional dos Bancários que se inicia. As negociações vão começar a partir da semana que vem e vamos cobrar melhores condições de trabalho, mais segurança, o fim do assédio moral e das metas abusivas e aumento real”, destaca Eduardo Araújo, diretor do Sindicato.

 

De acordo com o secretário de Estudos Socioeconômicos do Sindicato, Eustáquio Ribeiro, “os resultados só não foram ainda maiores porque os bancos aumentaram, de forma injustificada, as provisões para devedores duvidosos, que entram como despesa no balanço e acabam por diminuir o lucro”. No caso do Bradesco, houve elevação em 39,8% das provisões para créditos de liquidação duvidosa, que saltaram de R$ 2,43 bilhões no segundo trimestre do ano passado para R$ 3,40 bi no mesmo período de 2012 - embora o índice de inadimplência superior a 90 dias tenha crescido apenas 0,5%. 

 
No Itaú, o aumento das provisões foi de 26,7% no comparativo entre os primeiros semestres de 2011 e 2012, alcançando R$ 12 bilhões, e representa 38 vezes o incremento de 0,7% na inadimplência registrada pelo banco no mesmo período. “Há um superdimensionamento das provisões de credores duvidosos, já que a inadimplência real é baixa”, rebate Araújo.

 

Santander exagera na mão

 

No ranking de expansão dos lucros, a exceção ficou por conta do Santander Brasil, que anunciou lucro líquido semestral de R$ 3,230 bilhões, recuo de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o padrão contábil brasileiro (BR Gaap). Ainda assim as operações no Brasil responderam por 26% do resultado do Santander em todo mundo.

 

O resultado foi fortemente impactado pelo montante de provisionamento, que registrou crescimento de 36,1% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

 

Renato Alves
Do Seeb Brasília

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