Banco BRB

13 de Maio de 2026 às 15:32

Bancários e bancárias ocupam Praça do Buriti em defesa do BRB

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As cores do BRB tomaram conta da Praça do Buriti durante o ato em defesa do BRB realizado pelo Sindicato na manhã desta quarta-feira (13) e que contou com a expressiva presença de centenas de empregados e empregadas, que se manifestaram dispostos a defender, até as últimas consequências, a perenidade do banco, exigindo que o GDF tome as providências técnicas necessárias, exigidas pela legislação, para salvá-lo. “Sou mais BRB. Sempre BRB”, gritaram, em uníssono.

O diretor do Sindicato Ronaldo Lustosa sintetizou o sentimento geral dos empregados do banco e da população de Brasília, cobrando que “todos os envolvidos precisam ser investigados e responsabilizados pelo prejuízo”. Ele lembrou, ainda, a expectativa sobre a delação de Daniel Vorcaro, dono do Master, destacando a informação de que “doze distritais recebiam mesadas”, sem falar de senadores e diversos outros nomes, como o do ex-presidente do banco Paulo Henrique.

Nesta terça-feira (12), a diretoria do Sindicato se reuniu com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, o qual informou que tem alternativas para salvar o banco, segundo Ivan Amarante. “Precisamos ver a coisa acontecer”, disse o diretor do Sindicato, ressaltando, por isso, a importância do ato em frente ao Palácio do Buriti.

Categoria cobra responsabilidade do GDF

“O GDF tem que fazer a sua parte. Antes de qualquer reclamação, seja junto à CLDF ou ao Governo Federal, precisa fazer o mínimo e não jogar apenas para o público”, afirmou Ivan Amarante. “Os empregados estão entendendo o momento que o BRB está passando e, por isso, estão mobilizados”, confirmou.

“Este é um momento crucial para a defesa do BRB, que existe devido ao esforço e à dedicação de seus funcionários. Em 60 anos de funcionamento, o banco sempre atendeu às exigências técnicas e nunca enfrentou uma situação como esta, o que exige que Celina Leão faça seu papel como governadora do DF”, cobrou o dirigente sindical.

“Qualquer cidadão, para abrir uma conta bancária ou fazer um negócio, precisa cumprir exigências básicas, o que deve ser feito pelo GDF em relação aos documentos e informações a serem encaminhados ao Ministério da Fazenda para salvar o BRB”, concluiu Ivan.

“Querem vender o BRB a preço de banana”, denunciou Rejane Ferreira, diretora da Fetec Centro-Norte e bancária do Banco do Brasil. A sindicalista lembrou, ainda, que “os funcionários do BRB fizeram concurso público para ingressarem na categoria, não entraram pela janela”, numa referência ao processo que permitiu a entrada de interesses privados e decisões alheias ao interesse público na gestão do banco, culminando na crise envolvendo o Banco Master.

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) destacou a importância do BRB para a população de Brasília. “Nós sabemos o que representa o BRB para a cidadania do DF. A manifestação convocada pelo Sindicato é um ato de amor por Brasília”, afirmou a ex-presidenta do Sindicato.

Erika lembrou, ainda, que “o GDF precisa ter seriedade, pois foi o GDF que provocou essa situação. O governo está fazendo de conta que quer defender o banco, por isso estamos juntos com o Sindicato exigindo seriedade e responsabilidade do governo de Brasília”, disse, finalizando que “todos os culpados devem ser responsabilizados”.

O ato reforçou a cobrança pela responsabilidade do GDF em cumprir sua obrigação técnica e em defender o patrimônio público. Para o diretor do Sindicato Edson Ivo, “a categoria está cobrando responsabilidade de quem causou o prejuízo. Isso não aconteceu apenas pelo GDF, mas teve a conivência do Legislativo. Esse rombo tem que ser recuperado, nem que seja fazendo uso do patrimônio que foi adquirido de forma escusa”.

Ele lembrou que “Paulo Henrique falou que 12 pessoas da CLDF receberam mesada”. Além disso, acrescentou, “o GDF dá R$ 11 bilhões de isenções para grandes empreendedores, valor muito maior que o rombo no BRB. O GDF precisa cumprir as condições para que o Governo Federal atue”, disse. “Se precisar ficar mais radical a luta, com certeza será”, concluiu Edson.

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, defendeu a necessidade de “garantir os empregos diante de uma crise criada pelo GDF, assegurar as aposentadorias dos servidores do GDF e a importância do BRB como banco de fomento”, e parabenizou os bancários e as bancárias presentes na manifestação.

Para o dirigente do Sindicato Daniel Oliveira, a categoria “está dando a resposta necessária, mobilizada, e seguirá presente na defesa do BRB”.

O maior desfalque da história nacional

Durante o ato, dirigentes sindicais denunciaram que a ação considerada “nefasta e criminosa” do Governo de Brasília e de antigos dirigentes do BRB teria provocado um rombo bilionário no banco público, estimado entre R$ 4 bilhões e R$ 6,6 bilhões, conforme investigações relacionadas à Operação Compliance Zero.

Segundo as denúncias apresentadas durante a manifestação, o prejuízo colocou em risco milhares de empregos, que podem chegar a 20 mil vínculos diretos e indiretos, além das aposentadorias dos servidores do GDF e a própria sobrevivência do BRB enquanto banco público do Distrito Federal.

Os representantes sindicais também alertaram que, diante da crise instalada, gestores de bancos privados têm assediado clientes do BRB e difundido campanhas em defesa da privatização da instituição financeira pública de Brasília.

O Sindicato destacou ainda que vem realizando uma série de ações em defesa do BRB, inclusive com denúncias feitas antes mesmo da revelação do esquema envolvendo o Governo de Brasília, a direção do banco e o Banco Master.

Antes do encerramento da atividade, o diretor do Sindicato Francinaldo Costa levantou a pergunta que, segundo ele, “toda a população do DF e do Brasil faz neste momento: Onde anda Ibaneis Rocha?”.

PM tenta intimidar manifestação

Durante o ato, também houve momentos de tensão envolvendo a atuação da Polícia Militar do Distrito Federal. Segundo relato do advogado do Sindicato que acompanhava a manifestação e fazia a interlocução com a PM para garantir os trâmites necessários e o direito à livre manifestação, a corporação chegou a ameaçar restringir o protesto sob a alegação de que haveria uma suposta tentativa de invasão ao Palácio do Buriti.

De acordo com o relato, a Polícia Militar ameaçou retirar o carro de som e recuar os bancários que permaneciam de forma pacífica às margens do Eixo Monumental, situação semelhante à registrada em outras mobilizações da categoria.

Ainda segundo informações repassadas pelos próprios policiais presentes no local, a governadora Celina Leão acompanhava a situação diretamente do gabinete e teria enviado interlocutores para comunicar que qualquer tentativa de invasão seria reprimida pela corporação.

A tentativa de intimidação foi denunciada publicamente durante o ato pelo diretor do Sindicato Ronaldo Lustosa. Após a repercussão da denúncia, a PM recuou das ameaças, e os interlocutores enviados pelo governo deixaram o local sem voltar a interferir na manifestação, que seguiu de forma pacífica e organizada.

No encerramento da mobilização, os diretores do Sindicato reafirmaram que os empregados e empregadas do BRB devem permanecer mobilizados. “Enquanto não se salvar definitivamente e de forma perene o BRB, a luta continua”, destacaram os dirigentes sindicais.

Pedro César Batista
Colaboração para o Sindicato

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