É com muito orgulho que os trabalhadores do ramo financeiro do Distrito Federal, representados pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, prestam justa homenagem ao Dia Nacional dos Vigilantes. Comemorada no dia 20 de junho, a data celebra o esforço de uma das categorias mais valentes e importantes graças ao serviço que presta na área de segurança privada em todo o país. Hoje, o Brasil conta com aproximadamente um milhão de vigilantes legalizados.
Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF) e do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto destacou a importância da história conjunta de lutas e parceria entre vigilantes e bancários. “A Capital Federal tem sido referência na luta pelos direitos dos trabalhadores do ramo financeiro e dos vigilantes. Precisamos continuar essa luta fazendo enfrentamentos e nos unindo para novas conquistas”.
Na tarde de sexta-feira (22), vigilantes do DF foram homenageados em sessão solene realizada no plenário da Câmara Legislativa para celebrar o Dia Nacional dos Vigilantes. O evento foi proposto pelo deputado Chico Vigilante, líder do Bloco PT/PRB. Para Chico, ao homenagear os vigilantes do DF simbolicamente toda a categoria é contemplada. “Essa categoria merece todas as homenagens do mundo”, observou. “Tenho orgulho da categoria de tal forma que incorporei ao meu nome. Eu sempre serei vigilante”, acrescentou.
Pioneirismo
Chico ressaltou que foram os vigilantes do DF os primeiros a fazerem uma greve no país e em plena ditadura militar. As conquistas da classe no DF serviram de parâmetro para os demais profissionais da categoria em todas as unidades da federação, atualmente, organizada em sindicatos, federações, além da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV).
Chico Vigilante relembrou sua história no Sindicato dos Vigilantes e sua participação na greve de 1979. De acordo com o parlamentar, a situação da categoria melhorou muito devido à mobilização dos trabalhadores. "Éramos explorados e não tinha diálogo, pagávamos até o uniforme. Hoje somos uma das categorias mais organizadas e respeitadas do país. Tenho tanto orgulho dessa categoria e temos motivos de sobra para comemorar", ressaltou.
Já o secretário nacional de Organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Nacional, Jacy Afonso de Melo, destacou a influência que o Sindicato dos Vigilantes do DF exerceu sobre as demais categorias. "Essa luta histórica dos vigilantes despertou várias categorias e até mesmo a construção da CUT no DF", destacou.
Dentre as conquistas da categoria, citadas durante o encontro, estão o pagamento de auxílio alimentação, os significativos aumentos salariais, a obrigação do uso de colete a prova de balas e do aproveitamento da mão de obra, em caso de troca de empresas terceirizadas.
Luta conjunta
Desde que Rodrigo Britto assumiu a presidência do Sindicato dos Bancários de Brasília, em 2007, os trabalhadores do ramo financeiro vêm trabalhando em conjunto com os vigilantes e outras categorias do DF.
No caso dos vigilantes, os bancários apoiaram greves e realizaram atividades conjuntas, como o protesto pelo fim do cartel dos postos e pela redução do preço dos combustíveis e o Dia Nacional de Luta por mais segurança nos bancos.
Na greve deste ano, os vigilantes agradeceram o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília. “Mesmo com as tentativas de enfraquecer nosso movimento, conseguimos sair vitoriosos dessa greve histórica. Não posso deixar de agradecer ao presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto, aos diretores da entidade e aos trabalhadores do ramo financeiro”, destacou o deputado distrital Chico Vigilante, que também congratulou a Central Única dos Trabalhadores e os seus sindicatos filiados pelo empenho e dedicação no fortalecimento do movimento dos vigilantes.
CUT e Sindicato classista
O Sindicato dos Bancários de Brasília e a CUT-DF, agora sob nova gestão, praticam o sindicalismo classista. “Isso significa participar da luta política mais geral, visando a transformação profunda da sociedade. O sindicalismo classista não defende somente os interesses imediatos de determinada categoria ou ramo de atividade, mas também os interesses históricos da classe trabalhadora. E é isso que a CUT-DF e o Sindicato fazem”, explicou Rodrigo Britto.
Da Redação
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