Sempre presente nas lutas em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras, o Sindicato dos Bancários de Brasília estará mais uma vez ao lado da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em nova ação nacional. Desta vez, na Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, que será realizada nesta quarta-feira (6) em Brasília. O tema da atividade é Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do trabalho.
"Nossa experiência recente demonstra que o caminho do desenvolvimento passa por mais investimentos públicos, pela inclusão social, por empregos de qualidade, com ampliação da renda. Assim se consome mais, temos mais produção e mais empregos. Para isso precisamos de juros baixos, para fortalecer a política de distribuição de renda", declarou o diretor da CUT Sérgio Nobre.
O dirigente manifestou sua preocupação com algumas vozes destoantes existentes "dentro do próprio governo" para que se utilize o aumento da taxa de juros e a contenção do aumento real de salários como mecanismos para combater um eventual crescimento da inflação. "Essa é uma receita equivocada, que joga para a crise, para a recessão, não é o caminho do desenvolvimento", afirmou.
Segundo a CUT, o Brasil precisa continuar crescendo num patamar de 4% pelos próximos anos e a conquista de aumentos reais nas campanhas salariais e a política de valorização do salário mínimo jogam um papel chave para o crescimento do mercado interno, um forte antídoto para fazer frente aos impactos negativos da crise internacional.
“Nosso objetivo é destravar a pauta dos trabalhadores e sensibilizar o governo a dar maior atenção à classe trabalhadora”, afirma Rodrigo Britto, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Brasília (CUT Brasília) e presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília.
Avanços
Quarenta horas semanais sem redução de salário; fim do fator previdenciário; reforma agrária; igualdade de oportunidades entre homens e mulheres; política de valorização dos aposentados; 10% do PIB para a educação; 10% do orçamento da União para a saúde; correção da tabela do Imposto de Renda; ratificação da Convenção 158 da OIT - que impede a demissão imotivada; regulamentação da Convenção 151 - que estabelece a negociação coletiva no serviço público e a ampliação do investimento público são os onze itens que compõem a pauta da Marcha.
“Os trabalhadores e trabalhadoras estão convidados a participarem da Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais nesta quarta-feira para reforçar nossa pauta e pressionar o governo a atender nossas reivindicações", afirmou Jacy Afonso, secretário Nacional de Organização da CUT e ex-presidente do Sindicato dos Bancários e da CUT Brasília.
30 anos da CUT
"A abertura das comemorações dos 30 anos da CUT ter acontecido com a presença do ex-presidente Lula, a maior liderança que a classe trabalhadora brasileira construiu, mostra o grande prestígio da nossa Central, devido à sua experiência, trajetória e às contribuições que já deu ao país. Conforme disse Lula em sua fala simbólica, o que seria do Brasil sem a CUT? É algo impensável", destacou Sérgio Nobre.
Mas a fala, apontou o dirigente, também amplia a responsabilidade da Central para "cuidar deste patrimônio e dar continuidade a esta trajetória, mobilizando e pressionando para garantir avanços e melhorias para o conjunto da sociedade". "E para isso é preciso estreitar as relações com os movimentos sociais, como a UNE e o MST. Afinal, o movimento só tem futuro quando dialoga com a sociedade e para isso tem que estar nas ruas", frisou.
Democratização da comunicação
Sérgio Nobre lembra que um dos pontos centrais na disputa com a reação neoliberal, realçado inclusive pelo ex-presidente Lula, é a batalha da comunicação, "por isso é necessário construir e articular nossos espaços".
Daí que uma das diretrizes apontadas pela direção nacional da CUT para democratizar a palavra é a realização, no próximo período, de um grande encontro de comunicação, mobilizando o conjunto das CUTs estaduais e Ramos, aprimorando instrumentos e potencializando ações em rede.
Da Redação, com informações da CUT
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