O Sindicato dos Bancários, solidário com os trabalhadores de outras categorias, apoia a greve dos professores da rede pública do ensino do DF, greve iniciada no último dia 12 de março.
A greve dos professores é ato legítimo de trabalhadores que lutam para fazer valer seus direitos em busca de melhores condições de trabalho, salário e escolas de qualidades. Essa greve reveste-se da maior legitimidade, uma vez que trata de movimento que visa fazer o governo do DF cumprir acordo firmado com a categoria por ocasião da campanha salarial de 2011.
Pelo acordo daquela data, os professores aceitaram proposta do GDF para aquela campanha que previa dentre outras coisas, a implementação de plano de saúde e o envio de proposta de reformulação do plano de carreira da categoria até o final de setembro de 2011 para a CLDF (Câmara Legislativa do DF). A reformulação deveria prever que em um prazo de três anos a remuneração dos professores seria elevada para alcançar a média de remuneração das categorias de nível superior do GDF.
A título de informação, é importante destacar que entre todas as categorias de servidores do GDF de nível superior (são 28), os professores têm um dos piores salários (é a 23ª pior paga). Os professores recebem menos que policiais militares, bombeiros militares, policiais civis, agentes do Detran, servidores da área de arrecadação e tributação, fiscais, servidores da saúde, etc. “As outras categorias merecem e os professores também. Por isso, essa luta pela isonomia, já que a média da categoria possui nível superior. O GDF está em débito com os professores, pois prometeu e não cumpriu, e ainda tenta confundir a população com informações falsas.O Sinpro-DF vê com alegria o apoio dos bancários nessa justíssima luta”, opina Maria Augusta, diretora do Sinpro-DF.
Da Redação
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