
O Sindicato realizou, nesta quinta-feira (9), ato no Edifício Sede IV do Banco do Brasil, onde funciona a Diretoria de Tecnologia (Ditec), marcando o lançamento da Campanha Nacional 2026 no BB e denunciando a sobrecarga, a pressão por metas, o adoecimento e a deterioração das condições de trabalho.
Durante a atividade, que contou com a entrega do jornal Espelho DF e com faixas denunciando o programa Performa, o presidente do Sindicato e da Fetec-CUT/CN, Rodrigo Britto, caracterizou-se como um vampiro para representar a ganância do sistema financeiro. A intervenção transformou em imagem o modelo de gestão que, orientado pela busca permanente de resultados, consome a saúde, a tranquilidade e a dignidade dos trabalhadores.
“Estamos denunciando uma ganância que mata. A gestão pelo medo aumenta a ansiedade, adoece o funcionalismo e retira a dignidade de quem faz o banco funcionar. Nossa resposta será a luta por direitos, valorização, melhorias no plano de cargos e salários e incorporação das comissões aos salários”, afirmou Britto.
O presidente do Sindicato também ressaltou que o Banco do Brasil é patrimônio do povo brasileiro e precisa preservar seu papel social. A cobrança é para que a direção da instituição reconheça a importância dos funcionários e abandone práticas que colocam os resultados financeiros acima das condições de trabalho.
O ato ocorreu após as primeiras rodadas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos e a abertura da mesa específica com o Banco do Brasil. Entre as reivindicações apresentadas estão mais contratações, combate à sobrecarga, melhores condições de trabalho, valorização salarial, defesa da Cassi e respeito à jornada dos bancários.
Durante a mobilização, dirigentes e bancários utilizaram um laço preto preso à roupa como símbolo de luto pelos colegas que adoeceram em decorrência da sobrecarga, da pressão por metas e da precarização das condições de trabalho. O gesto também reforçou a mensagem de que, diante desse cenário, o movimento sindical transforma o luto em luta por mudanças no Banco do Brasil.
“Precisamos reverter a sobrecarga, a pressão permanente e a falta de funcionários. O ato também simboliza o nosso luto pela precarização das condições de trabalho, pelos colegas que adoeceram e pela perda da qualidade de vida. Mas, depois do luto, vem a luta, e ela começa agora”, afirmou o diretor do Sindicato Rafael Saldanha.
Humberto de Almeida Maciel ressaltou que a campanha será decisiva para enfrentar problemas acumulados nos últimos anos e cobrar respostas efetivas da direção do banco. “Este é um ano fundamental para os funcionários do Banco do Brasil. Esperamos que o banco trate com seriedade temas como a Cassi e apresente respostas concretas às reivindicações da categoria”, afirmou.
Bancário aposentado do BB, Wadson Boaventura chamou atenção para demandas específicas dos trabalhadores da área de tecnologia, como a ampliação do trabalho remoto e o respeito à jornada de seis horas. “O banco tem imposto jornadas de oito horas em meio ao processo de aceleração digital, aprofundando a precarização e ampliando o passivo trabalhista. Também precisamos avançar na ampliação do trabalho remoto e garantir condições adequadas para quem atua na tecnologia”, destacou.
Victor Queiroz
Colaboração para o Sindicato
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