As atividades do Edifício sede I do BB em Brasília foram paralisadas pelos trabalhadores entre 4h e 9h desta quarta-feira (28) em protesto contra a irresponsabilidade e as arbitrariedades da direção do banco e ao crescente desrespeito aos bancários, vigilantes e trabalhadores terceirizados e quarteirizados.
“Os companheiros mostraram que estão na luta e que não vão se render a uma direção do BB que não merece ocupar cargos estratégicos e pratica uma gestão temerária para os trabalhadores”, afirma o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
Durante a manifestação promovida pela CUT Brasília, foram denunciadas várias barbaridades praticadas pelo banco. Jornais, panfletos, faixas e mensagem em carro de som mostravam as posturas arbitrárias, como retaliação de grevistas, descomissionamentos injustificados, discriminação de trabalhadores, redução de quadros de vigilantes, entre outras medidas.
O banco vem perseguindo os bancários que participaram da última greve da categoria e os que movem ações reivindicando direitos relativos à jornada legal de trabalho. Além disso, o BB está segregando os trabalhadores terceirizados e quarteirizados, obrigando-os a entrar nos prédios exclusivamente pela garagem, submetendo-os a riscos como assaltos e coações por parte de marginais ocorridos nos últimos dias. A diminuição do quadro de vigilantes no Banco do Brasil é outro ponto preocupante, pois representa a busca de mais lucros pelo banco à custa do corte de empregos e de redução da segurança de todos os trabalhadores.
A força da manifestação realizada pela CUT Brasília surtiu efeito imediato. Logo após o ato, o Banco do Brasil alterou, durante negociação com a Central e o Sindiserviços, o horário de trabalho do setor de Serviços Gerais. Agora a entrada não é mais às 5h30, e sim às 7h, diminuindo os riscos a que vinham sendo expostos. A questão dos vigilantes foi tratada em outra reunião com a área responsável pela segurança, que encaminhará para a diretoria a necessidade de realizar um encontro com o Sindicato dos Vigilantes visando a uma solução.
Em relação aos bancários, várias outras atividades serão realizadas pela CUT até que o banco reveja sua posição equivocada e intransigente de perseguição aos grevistas e sua postura antissindical.
A manifestação conjunta desta quarta demonstra a solidariedade de classe defendida e praticada pela CUT. Isso já aconteceu em diversas outras lutas e mais recentemente na greve dos bancários, quando várias categorias participam do movimento, oferecendo apoio logístico e nos comitês de esclarecimento na porta dos bancos.
O ato diante do BB foi também o pontapé inicial para a Campanha Unificada que os trabalhadores de serviços e vigilantes estão organizando para janeiro e que poderá culminar numa greve conjunta das duas categorias. "A CUT defende a construção da unidade não só destas categorias, mas também dos transportadores de valores, dos trabalhadores dos correios, de processamento de dados, dos bancários e das demais categorias do ramo fiunanceiro. A unificação do calendário de lutas dos trabalhadores fortalecerá o poder de pressão para a conquista de mais avanços", acentua Rodrigo Britto.
Veja, a seguir, nota distribuída pela CUT Brasília durante o ato de protesto:
Trabalhadores não se dobram e se unem contra irresponsabilidade da direção do Banco do Brasil
A irresponsabilidade da direção do Banco do Brasil parece não ter limites. O desrespeito aos trabalhadores sejam eles bancários, vigilantes, terceirizados ou até mesmo quarteirizados, vem aumentando exponencialmente. A perseguição, retaliação e truculência do banco têm atingido os trabalhadores de forma covarde, com descomissionamentos e práticas antissindicais das mais variadas.
Nos últimos anos a direção do banco aumentou seus salários e criou bônus para seus executivos de forma indiscriminada. Por outro lado, oferece migalhas aos trabalhadores - verdadeiros responsáveis pelo crescimento da empresa -, dificulta as negociações coletivas na tentativa de impedir avanços para a classe trabalhadora e desrespeita os acordos firmados com os bancários.
Agora, além de atacar os bancários, o BB vem também segregando os trabalhadores terceirizados, obrigando-os a entrar nos prédios exclusivamente pela garagem, submetendo-os a riscos como os assaltos e coações ocorridos nos últimos dias.
A diminuição do quadro de vigilantes no Banco do Brasil também preocupa. Enquanto o banco vende sua alma e utiliza de truques diversos para garantir o crescimento do patrimônio, o movimento sindical entende que o vigilante é um profissional necessário, pois tem como principal missão cuidar da vida dos trabalhadores.
A Central Única dos Trabalhadores vem denunciando as irregularidades praticadas pela direção do banco e lembra que não se furtará a fazer o enfrentamento necessário. O BB é um dos maiores patrimônios da sociedade brasileira, e a classe trabalhadora organizada não permitirá que seja destruído por uma direção irresponsável.
Fonte: Secretaria de Comunicação da CUT Brasília
Fotos: Agnaldo Azevedo
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