As alterações propostas pelo governo às aplicações em cadernetas de poupança, a despeito de certo terrorismo feito por alguns setores conservadores da sociedade, demonstram a seriedade com a qual o governo Lula trata as questões do país.
É sabido que a poupança sempre se configurou como uma aplicação voltada para o pequeno poupador, aquele que sequer sabe o que é especulação financeira. Ocorre que, especialmente com a perda de rentabilidade de outras aplicações em função da queda da Selic (queda necessária e que o governo vem corretamente empreendendo), muitos “espertalhões” que sempre se beneficiam com o rentismo e se lixam para as questões de desenvolvimento e geração de renda, estavam migrando para a poupança, em função de sua rentabilidade ter se tornado mais atraente que a dessas outras aplicações. Ou seja, estavam transformando um instrumento do pequeno poupador, que deve ter a segurança garantida, em objeto para mera especulação, o que obrigou o governo a tomar medidas.
Mas o mais importante é que, àquele pequeno poupador está assegurado o rendimento e a segurança, e ao especulador, o tratamento que deve ser dado aos especuladores: se querem tentar se beneficiar de instrumentos legítimos, que paguem pela sua utilização.
O governo Lula apenas cumpre seu papel de buscar proteger quem efetivamente precisa, mesmo que isso desagrade a certos setores da sociedade que insistem em demonizar este governo, certamente porque tiveram interesses não atendidos.
A subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) do Sindicato dos Bancários de Brasília preparou o estudo técnico a seguir, procurando esclarecer as alterações previstas.
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