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2 de Junho de 2026 às 17:51

Associação Mães Guerreiras da Cidade Estrutural inaugura nova sede e amplia espaço de acolhimento à comunidade

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A Associação Mães Guerreiras da Cidade Estrutural inaugurou sua nova sede em Santa Luzia, na região administrativa, em uma celebração marcada por emoção, mobilização comunitária e reconhecimento da força de mulheres que transformaram cuidado, solidariedade e resistência em ação concreta. O novo espaço representa uma conquista importante para a região e amplia as possibilidades de atendimento a famílias, crianças, mulheres e moradores da comunidade.

Coordenada por Daiane Oliveira, a associação atua de domingo a domingo com atividades voltadas à educação, saúde emocional, segurança alimentar, convivência comunitária e fortalecimento de vínculos. A programação inclui yoga, reforço escolar, hitbox, rodas de conversa com psicólogo e entregas de verduras.

Ao apresentar o trabalho da entidade, Daiane destacou que a nova sede é resultado de um esforço coletivo e que o projeto segue aberto à participação de apoiadores e voluntários. “A associação não para. Temos atividades durante toda a semana, com reforço escolar, rodas de conversa, ações de cuidado e entrega de alimentos. Queremos convidar as pessoas a conhecerem nosso trabalho, a apoiarem e também a serem voluntárias. A sede já está construída, mas ainda precisamos avançar com o mezanino, onde queremos instalar salas para os alunos, para atendimentos com psicólogos e para outras atividades”, afirmou.

A inauguração marca uma nova etapa para a Associação Mães Guerreiras, que nasceu da organização de mulheres da comunidade e cresceu a partir da construção de redes de apoio, parcerias e mobilização social. O espaço fortalece as ações já realizadas e abre caminho para ampliar o atendimento às famílias da região.

O poder da organização coletiva

Presente à atividade, que reuniu moradores, apoiadores e representantes de movimentos sociais, a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) ressaltou a trajetória da associação e a dimensão simbólica da nova sede. Segundo ela, a história da Mães Guerreiras mostra como a organização coletiva é capaz de produzir dignidade mesmo em territórios historicamente marcados pela ausência do poder público.

Érika lembrou que acompanha a associação desde os primeiros passos e destacou a coragem das mulheres que construíram o projeto. “Eu me emociono todas as vezes que venho aqui, porque acompanho essa caminhada desde o início. Essas mulheres começaram com muito pouco e foram construindo tudo com fé, afeto, solidariedade e amor. Alimentaram o corpo com cestas básicas e parcerias, mas também alimentaram o coração, porque o ser humano não tem fome só de pão. Tem fome de carinho, de beleza, de alegria e de dignidade”, afirmou.

Para a parlamentar, a inauguração da sede representa a concretização de um sonho coletivo e, ao mesmo tempo, o início de uma nova fase. “Elas disseram que precisavam de uma sede, bateram em muitas portas e não desistiram. Mãe não desiste. Mãe abre portas e procura outras portas. Este espaço vai fortalecer o atendimento às mulheres, às crianças e às famílias, com ações de cuidado, solidariedade e união”, completou.

O secretário de Relações com a Comunidade do Sindicato, Robson Neri, também participou da inauguração e destacou a importância da conquista para as mães e famílias da Cidade Estrutural. Para ele, a nova sede amplia a capacidade de atendimento da associação, mas também evidencia a urgência de políticas públicas permanentes para a comunidade.

“A Associação Mães Guerreiras realizou o sonho de construir sua sede e, com esse novo espaço, vai conseguir atender ainda mais mães e famílias da Estrutural. Ao mesmo tempo, essa comunidade segue sofrendo com a falta de políticas públicas, saneamento básico e água potável. O poder público precisa olhar com mais atenção para Santa Luzia e garantir condições dignas para quem vive aqui”, afirmou Robson.

A realidade local reforça a importância do trabalho desenvolvido pela associação. A comunidade ainda enfrenta problemas estruturais graves, como ausência de saneamento básico, dificuldades de acesso à água potável e carência de serviços públicos essenciais. Nesse cenário, a atuação da Mães Guerreiras cumpre papel fundamental na construção de redes de acolhimento, apoio e cuidado, sem substituir a responsabilidade do Estado na garantia de direitos.

Victor Queiroz
Colaboração para o Sindicato

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