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11 de Junho de 2013 às 19:32

Após pressão dos trabalhadores, Câmara adia votação do projeto da terceirização

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Vestidos de vermelho, segurando diversas faixas e gritando palavras de ordem, centenas de trabalhadores e trabalhadoras, incluindo os bancários, lotaram o plenário 1 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília, no início da tarde desta terça-feira (11), para protestarem contra o projeto de lei (PL) 4.330, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que amplia a terceirização e torna a precarização das relações trabalhistas um grande negócio.


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Depois da forte pressão das categorias, do Sindicato dos Bancários de Brasília, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e de demais entidades sindicais, os parlamentares decidiram adiar para 9 de julho a votação do substitutivo do deputado Artur Maia (PMDB-BA), relator da proposição.

 


"Foi uma grande vitória da mobilização dos trabalhadores", comemorou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Quero antes de mais nada agradecer o trabalho de mobilização dos sindicatos de bancários, cuja atuação tanto nas suas bases quanto aqui no Congresso Nacional foi decisiva para evitar a votação desse nocivo projeto de lei."

Antes, pela manhã, em reunião da CUT e demais centrais sindicais com o governo federal, ficou acertado que o Executivo irá dialogar com representantes dos trabalhadores, parlamentares e empresários para construir uma mesa quadripartite de negociação capaz de definir uma proposta consensual ao PL da terceirização.

Após a deliberação de alguns itens da pauta da reunião ordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), o presidente da comissão, deputado Décio Lima (PT-SC), anunciou o acordo e o adiamento da votação da proposição.

Retrocesso

Na avaliação do Sindicato dos Bancários de Brasília, a proposta do deputado Sandro Mabel representa um imenso retrocesso, ao permitir a terceirização na atividade-fim da empresa. “É importante não baixar a guarda e continuar nossa mobilização. Por isso, é essencial que os bancários e bancárias enviem manifestação contrária ao projeto de lei aos deputados integrantes da CCJC”, afirmou o diretor do Sindicato Eduardo Araújo.

“Nós temos uma negociação com o governo num prazo semelhante à volta do PL para a Comissão e isso nos dá a chance de dialogar com os trabalhadores e fortalecer nossa posição. Daqui um mês, teremos construído uma proposta quadripartite e faremos com que nossa visão saia vitoriosa”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, que também participou da reunião da CCJC.

Intensificar a mobilização

A Contraf-CUT, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comercio e Serviços (Contracs-CUT) e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) estão propondo uma reunião com todo o Macrossetor de Serviços e Logística da CUT (que além de bancários e comerciários reúne vigilantes e trabalhadores de transportes terrestre e aéreo, entre outros) na próxima semana com o objetivo de discutir um calendário de mobilização envolvendo as várias categorias de trabalhadores.

Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília

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