Foto: Agnaldo Azevedo
Rumo ao Congresso Nacional, milhares marcham pela educação e pelo trabalho decente em Brasília
Cerca de 15 mil pessoas participaram de dois grandes atos cutistas, realizados conjuntamente nesta quarta-feira (5/9), em Brasília: a 6ª Marcha da Educação, promovida pela da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE/CUT); e o Dia Nacional de Mobilização, quando a Central levou às ruas as bandeiras do fim do Fator Previdenciário, da luta contra a idade mínima para a aposentadoria e da desoneração da folha de pagamento, contra a rotatividade no emprego – com a ratificação da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho); e por Negociação Coletiva no serviço público – com a regulamentação da Convenção 151 da OIT.
O presidente da CUT-DF e do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto, explicou que as atividades sintetizam a postura da Central frente às necessidades da classe trabalhadora. "Estamos nesta manifestação lutando por uma educação de qualidade e seus trabalhadores. Também está na nossa pauta a mobilização pela aprovação da Agenda do Trabalho Decente, as mudanças urgentes na questão previdenciária, assim como nas relações trabalhistas, com a ratificação, pelo governo brasileiro, das Convenções 158 e 151 da OIT", disse.
Educação
Segundo o presidente da CNTE, Roberto Leão, a Marcha foi um alerta às autoridades, que devem estar atentas à capacidade de mobilização dos trabalhadores do Brasil. "Não aceitaremos mudanças na Lei do Piso que definam os reajustes com base apenas no INPC. Queremos também que conste no Plano Nacional de Educação o investimento mínimo de 10% do PIB na educação pública", disse.
O tema da Marcha foi "Independência é educação de qualidade e trabalho decente" e a Confederação já solicitou audiências com a presidenta Dilma Rousseff, com o ministro da educação, Aloizio Mercadante e com os presidentes do Senado Federal, José Sarney e da Câmara dos Deputados, Marco Maia, para debater o trâmite do PNE e a implementação da Lei do Piso.
Entre as principais reivindicações da Marcha estão a aprovação da destinação de 10% do PIB brasileiro para a educação até 2020 e o cumprimento integral da Lei Nacional do Piso do Magistério, ainda não respeitada por vários estados e municípios.
Fonte: CUT-DF
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