Após três dias de paralisação, os mais de cinco mil vigilantes presentes à assembleia geral da categoria realizada na noite desta quinta-feira 28 aprovaram a proposta de reajuste acordada durante reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre o Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância do DF (Sindesv-DF) e o sindicato patronal, pondo fim à greve.
A forte paralisação, que contou com a adesão de cerca de 90% dos 15 mil trabalhadores na base do DF e teve total respaldo do Sindicato dos Bancários de Brasília, forçou o fechamento da maioria das agências bancárias, conforme determinação legal. Apesar disso, alguns bancos obrigaram as agências a abrirem as portas, colocando em risco a integridade física de funcionários e clientes, o que levou o Sindicato dos Bancários a acionar a Justiça, conseguindo uma antecipação de tutela contra o Bradesco (clique aqui para ler a matéria).
Pela proposta aprovada, os vigilantes garantiram 8% de reajuste salarial e o aumento do tíquete alimentação de R$ 9,55 para R$ 12, além de um incremento no plano de saúde (de R$ 39 para R$ 42), no auxílio odontológico (de R$ 5 para R$ 6) e no seguro de invalidez ou doença (de R$ 9 para R$ 10), e o pagamento dos dias parados.
O presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, que acompanhou de perto a situação da greve nos bancos, elogiou a unidade e determinação dos vigilantes na luta por suas reivindicações. “Apesar da grande resistência dos patrões, que chegaram inclusive a levar o movimento a dissídio diante do impasse nas negociações, os vigilantes saem dessa greve mais fortalecidos, mostrando a sua capacidade de luta e mobilização”, afirmou Britto. “Esperamos construir nos próximos anos a unidade dos vigilantes e bancários na nossa data base”.
O reajuste salarial passará a contar no contracheque dos vigilantes do DF com valores referentes a junho. Já a diferença do tíquete alimentação será paga a partir de julho, com o retroativo referente a maio e junho no pagamento de agosto.
“Há muito tempo não havia uma greve tão representativa da categoria. Podemos ver isso com a quantidade de gente que tinha na assembleia de hoje [ontem] que, senão tiver sido maior, foi o mesmo número dos dias anteriores”, justificou Roberto Miguel de Oliveira, dirigente da CUT-DF e base do Sindesv.
Grande parte da mobilização dos trabalhadores se deu devido ao apoio de parlamentares e, principalmente, dos sindicatos filiados à CUT, em especial o Sindicato dos Bancários de Brasília. Na Câmara Legislativa do DF, os parlamentares também se solidarizaram à luta da categoria e aprovaram, por unanimidade, uma moção em apoio à greve.
Com informações da CUT/DF
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