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29 de Abril de 2009 às 14:35

Vítimas de acidentes e doenças do trabalho são lembradas em ato do Sindicato

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O secretário de Saúde do Sindicato, Alexandre Severo, entrega edição especial do Informativo Bancário, na porta do Edifício Sede I do BB

Um ato do Sindicato no Setor Bancário Sul marcou nesta terça-feira 28 de abril o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Com faixa estendida no local, balões e distribuição de uma edição especial do Informativo Bancário sobre o tema, diretores do Sindicato chamaram a atenção para uma tragédia que se esconde por trás das estatísticas e que vem registrando movimento ascendente em proporções assustadoras a cada ano.  



Levantamento do Anuário Estatístico da Previdência Social mostra um aumento de mais de 40% desses casos num intervalo de apenas três anos. Em 2004, foram registrados no Brasil 465.700 acidentes de trabalho. Em 2005 esse número saltou para 499.680, alcançando 503.890 casos em 2006 e 653.090 em 2007, ano da última publicação.


André Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato

“É mais do que urgente a implantação das ações sobre políticas de prevenção de acidentes de trabalho, em especial entre os profissionais do ramo financeiro, um dos segmentos mais atingidos por esse mal”, cobrou o secretário de Saúde do Sindicato, Alexandre Severo.

Todos os anos no Brasil são gastos bilhões em recursos públicos com os acidentes de trabalho, pois a parte majoritária da assistência é prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os benefícios por incapacidade temporária ou permanente, bem como as pensões por morte dos beneficiários, são arcados com os recursos do sistema de Previdência Social (RGPS).

Segundo estimativas da OIT, ocorrem anualmente no mundo cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Essas ocorrências chegam a comprometer 4% do PIB mundial. Cada acidente ou doença representa, em média, a perda de quatro dias de trabalho.

Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.

Para barrar essa dura realidade, o movimento sindical propõe a reformulação da legislação, por meio de um anteprojeto que modifica a Lei 8.213/91, com base em entendimento de que são necessários ajustes para aprimorar os mecanismos de defesa da saúde dos trabalhadores, cobertura previdenciária adequada e estímulo aos empregadores para que haja investimentos em ambientes de trabalho saudáveis.

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