Os cerca de seis mil trabalhadores que mantêm o Aeroporto Internacional de Brasília funcionando 24 horas por dia, nos 365 dias do ano, precisam ter seus direitos plenamente respeitados. Merecem melhores salários e mais benefícios. Não podem mais continuar sujeitos aos desmandos patronais que se dão fora do alcance dos olhos de quem chega ou parte voando da capital federal.
É inadmissível que ali onde transitam cidadãos de todas as partes do país e do mundo, incluindo representantes de todos os poderes da República, os trabalhadores que a todos servem estejam a clamar por questões básicas como, por exemplo, um local em que possam se alimentar sem ter que desfazer de parte substancial do salário, e por transporte público de qualidade, porque enfrentam, juntos com os usuários do serviço aéreo, inúmeras dificuldades impostas por deficiências do sistema.
Pior ainda é constatar que há também, em grande quantidade, os que levam aos seus sindicatos denúncias de assédio moral (leia-se pressão acintosa) praticado por chefias.
A todos os problemas levantados pelos trabalhadores do aeroporto, compondo extensa pauta de reivindicações, soma-se ainda a permanente ameaça de privatização da Infraero. Para os que pensam que não há mais como piorar as coisas, o fundo do poço está exatamente aí: na entrega do controle da administração dos aeroportos à iniciativa privada.
Como diz a campanha lançada pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários, a Infraero é nossa. É patrimônio do povo brasileiro e como tal deve ser preservada. O que se faz necessário é que a empresa se mostre e se comporte como sendo de fato pública, a serviço da sociedade e atenta ao que se passa com os trabalhadores em aeroportos, seja qual for a sua categoria profissional.
Rejane Pitanga, presidenta da CUT/DF
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