Por esse Mar das Antilhas
(que também Caribe chamam)
batida por ondas duras
e ornada de espumas brandas,
sob este sol que a persegue,
sob o vento que a rechaça,
cantando em lágrima viva
navega Cuba em seu mapa:
um grande lagarto verde,
com olhos de pedra e água.
Alta coroa de açúcar
lhe tecem agudas canas:
não por coroada livre,
mas dessa coroa escrava:
rainha do manto afora,
do manto adentro, vassala,
tão triste quanto a mais triste
navega Cuba em seu mapa:
um grande lagarto verde,
com olhos de pedra e água.
Tu que posto à beira-mar
estás em atenta guarda,
atenta, guardião marinho,
na fina ponta das lanças
e no ribombo das ondas
e no alarido das chamas
e no lagarto desperto
largando as unhas do mapa:
um grande lagarto verde,
com olhos de pedra e água.
Tradução de Anderson Braga Horta
Copyright © 2025 Bancários-DF. Todos os direitos reservados