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9 de Junho de 2016 às 17:12

UM GRANDE LAGARTO VERDE

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Por esse Mar das Antilhas

(que também Caribe chamam)

batida por ondas duras

e ornada de espumas brandas,

sob este sol que a persegue,

sob o vento que a rechaça,

cantando em lágrima viva

navega Cuba em seu mapa:

um grande lagarto verde,

com olhos de pedra e água.

 

Alta coroa de açúcar

lhe tecem agudas canas:

não por coroada livre,

mas dessa coroa escrava:

rainha do manto afora,

do manto adentro, vassala,

tão triste quanto a mais triste

navega Cuba em seu mapa:

um grande lagarto verde,

com olhos de pedra e água.

 

Tu que posto à beira-mar

estás em atenta guarda,

atenta, guardião marinho,

na fina ponta das lanças

e no ribombo das ondas

e no alarido das chamas

e no lagarto desperto

largando as unhas do mapa:

um grande lagarto verde,

com olhos de pedra e água.

Tradução de Anderson Braga Horta

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