
O Sindicato realiza, na próxima segunda-feira, 4 de maio, às 19h, uma plenária híbrida que coloca no centro do debate o enfrentamento ao assédio e à violência no ambiente de trabalho, além da defesa da saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores bancários e das pautas das mulheres. A atividade integra o processo preparatório para a Conferência Distrital dos Bancários, marcada para os dias 8 e 9 de maio, etapa fundamental da construção da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
O encontro presencial será na sede do Sindicato, localizado na EQS 314/315 - Asa Sul. Os interessados em participar remotamente poderão fazê-lo pelo link https://us06web.zoom.us/j/86188616300
A iniciativa ocorre em um contexto marcado pela intensificação do trabalho, pelo adoecimento da categoria e por desigualdades persistentes, especialmente de gênero, o que reforça a importância da participação coletiva. “A participação coletiva é decisiva para fortalecer as reivindicações da categoria. A plenária se apresenta, assim, como espaço estratégico de escuta, formulação e mobilização”, destaca Zezé Furtado, secretária de Mulheres do Sindicato.
Nesse contexto, a construção de um ambiente de trabalho livre de assédio e de qualquer forma de discriminação se mantém como uma luta permanente da entidade. Foi a partir dessa perspectiva que nasceu o projeto Viva sem Violência, iniciativa da Secretaria de Mulheres que amplia o papel social do Sindicato ao oferecer suporte concreto a mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Inspirado no canal “Basta! Não irão nos calar”, desenvolvido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o projeto no Distrito Federal disponibiliza atendimento jurídico especializado, inicialmente em formato online, aberto a todas as mulheres, independentemente da categoria profissional.
O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio do WhatsApp (61) 99292-5294. O atendimento é sigiloso, humanizado e orientado por princípios internacionais de proteção às mulheres, garantindo autonomia, privacidade e respeito às diferentes trajetórias. “Trata-se de um importante instrumento no enfrentamento à violência contra as mulheres, contra o machismo e a misoginia estruturais na nossa sociedade”, reforça Zezé.
Canais de denúncia e acolhimento
Além do apoio às mulheres em situação de violência, o Sindicato também tem fortalecido instrumentos de enfrentamento ao assédio moral, ao assédio sexual e a outras formas de discriminação no ambiente de trabalho, práticas ainda recorrentes no setor financeiro. Nesse sentido, está disponível um canal exclusivo de denúncias, acessível a bancárias, bancários e trabalhadores de financeiras e cooperativas de crédito pelo link https://bancariosdf.avaluesistemas.com.br/assedio.
As denúncias são tratadas com sigilo, e uma equipe especializada entra em contato com a vítima para definir, em conjunto, os encaminhamentos mais adequados. As medidas podem incluir desde intervenções junto ao empregador até ações judiciais, sempre priorizando a proteção, o cuidado e a autonomia de quem denuncia.
O debate sobre saúde no trabalho, por sua vez, será aprofundado a partir de dados recentes da pesquisa Práticas de Gestão, Violência e Adoecimento pelo Trabalho em Instituições Financeiras, realizada pela Fetec-CUT/CN no segundo semestre de 2025. Coordenado pela professora Ana Magnólia, da Universidade de Brasília (UnB), o estudo evidencia que modelos de gestão baseados no medo têm sido utilizados como forma de controle e pressão sobre trabalhadores.
Segundo a pesquisadora, essas práticas buscam “humilhar, intimidar, ameaçar e punir”, configurando formas de violência organizacional diretamente associadas ao aumento de transtornos mentais, como ansiedade e esgotamento.
Para fazer frente a essa realidade, o Sindicato também mantém o Observatório de Saúde do Trabalhador Bancário, além de atendimento direto pela Secretaria de Saúde via WhatsApp (61) 99801-1141, voltado à orientação, ao acolhimento e ao apoio.
Da Redação
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