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3 de Maio de 2010 às 16:04

Um dia de festa do trabalhador e de luta por redução da jornada

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Um dia inteiro de espetáculos musicais embalados por diversos artistas da capital marcou a Festa do Trabalhador do 1º de Maio organizado pela Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF) em parceria com os sindicatos filiados, no Taguaparque, em Taguatinga, no último sábado.

As comemorações em homenagem ao Dia do Trabalhador foram abertas logo pela manhã com um passeio ciclístico em defesa do meio ambiente e pela paz no trânsito. Na sequência, por volta das 11h, o grupo Capivara deu a largada dos shows, que contou com apresentações que foram do rock ao sertanejo, passando pelo reggae, chorinho e samba. A criançada também teve vez: piscina de bolinhas, cama elástica e pintura de rosto fizeram a alegria da garotada.

Trabalhadores de todas as categorias participaram do evento, entre bancários, terceirizados, professores, servidores do judiciário federal, servidores da UnB, além de estudantes. Todos em um só coro pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, o eixo central de luta escolhido pela CUT-DF para marcar o 1º de Maio deste ano, que também serviu como data para o lançamento da Plataforma da Classe Trabalhadora, um documento da CUT construído em unidade com os trabalhadores e que traça as metas para o próximo governo federal do Brasil.

Quem prestigiou a festa do Trabalhador ainda contou com o serviço de emissão de carteira de identidade e pôde visitar a tenda da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e o Museu de Drogas.

“A redução da jornada para 40 horas semanais irá gerar mais emprego, proporcionando mais tempo para o lazer e, consequentemente, mais qualidade de vida para os trabalhadores”, destacou Rejane Pitanga, presidente da CUT-DF.

“Apesar de os bancários já terem conquistado legalmente a jornada de 40 horas semanais, o Sindicato é solidário à luta dos demais trabalhadores, até mesmo porque os bancos insistem em desrespeitar a jornada de 6 horas. Além disso, ainda há trabalhadores do ramo financeiro que executam trabalho bancário, mas são enquadrados artificialmente em outras categorias para cumprir, irregularmente, jornada de 44 horas. Trata-se de uma situação que vamos combater e reverter”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários, Rodrigo Britto.

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