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15 de Dezembro de 2010 às 18:29

Trabalhadores fazem manifestação em Brasília por mínimo de R$ 580

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Convocados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), centenas de trabalhadores, incluindo os bancários, realizaram um grande ato nesta quarta-feira (15), em Brasília, para cobrar do governo federal o reajuste do salário mínimo de R$ 510 para R$ 580 e a atualização da tabela do Imposto de Renda (IR). As duas medidas, na avaliação do movimento, são essenciais para que o governo Dilma Rousseff possa dar continuidade à elevação da renda do trabalhador e ao fortalecimento do mercado interno.


Ao lembrar que Dilma Rousseff anunciou em seu primeiro pronunciamento como presidente eleita que pretende erradicar a miséria – reforçando as atuais medidas do governo Lula contra a pobreza –, o presidente da CUT nacional, Artur Henrique, destacou que o cumprimento dessa promessa passa, necessariamente, pelo aumento real do salário mínimo. “Quem diz que quer extinguir a miséria em nosso país não pode deixar de reajustar o salário mínimo para R$ 580”, criticou Henrique, ao discursar em cima de um carro de som.


Durante a manifestação, ocorrida em frente ao Ministério da Fazenda, o dirigente da maior central brasileira ainda lembrou ao ministro Guido Mantega – também confirmado para a gestão Dilma – que 49 milhões de brasileiros dependem do salário mínimo para sobreviver e que aproximadamente 70% dos aposentados ganham, em média, um salário por mês. De acordo com Artur, o reajuste oferecido pelo governo (R$ 540) cobre apenas a inflação do período e penaliza milhões de pessoas que dependem do mínimo. “Os trabalhadores não podem pagar pela crise financeira [de 2008-2009]”, acrescenta.


Distribuição de renda

Ex-ministro do Trabalho, o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) fez questão de ressaltar a importância da luta dos trabalhadores pelo aumento do salário mínimo ao longo dos oito anos do governo Lula. “Quando era ministro, travamos uma luta com a área econômica do governo em relação ao papel do mínimo na distribuição de renda”, lembra. 


Para o secretário de Administração e Finanças da CUT nacional, Vagner Freitas, é possível o governo reajustar o salário mínimo para R$ 580. “Esse valor não inviabiliza a Previdência”, diz. De acordo com Freitas, o mínimo é a mais importante política de distribuição de renda do governo Lula, superando, inclusive, o programa Bolsa Família. “Acorda Guido Mantega”, bravejou Vagner.


Os trabalhadores encerraram a manifestação com as palavras de ordem “Reajuste já do mínimo” e “Correção já da tabela do IR”. Representaram o Sindicato no ato os diretores Eduardo Araújo, Edmilson Lacerda, Rosane Alaby, Paulo Frazão, Roberto de Sousa e Talita Régia. Pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CN), participaram os diretores José Pacheco e José Anilton da Silva.


Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília

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