As longas filas e a sobrecarga de trabalho dos bancários são comuns em todo lugar. O problema atinge também a população de Formosa (GO) com sérias conseqüências para clientes, usuários e bancários. Por isso, a população resolveu debater a situação para pressionar e buscar soluções em audiência publica na Câmara Municipal local nesta quarta, 19 de maio. O Sindicato participou da reunião e informou as ações do movimento sindical para tentar reverter a situação.
Formosa tem 117 bancários para atender a população do município e da região. Desse total, 20% estão de licença-médica. “Nós representamos muitos bancários daqui que são sindicalizados em Brasília e estamos pressionando para mais contratações e o cumprimento da jornada legal sem redução de salários. Mais contratações beneficiam a todos, pois melhoram as condições de trabalho e o atendimento da população”, afirma Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.
Diante da persistência do péssimo atendimento nas agências, o Sindicato traz às ruas novamente a campanha Calma! Sou bancário, não sou culpado. Mais empregos, menos filas. “O slogan resume um dos objetivos urgentes da categoria: mais contratações. A frase, lançada durante a campanha salarial de 2009, agora será divulgada com mais intensidade no entorno do Distrito Federal”, comenta Vicente Frazão, diretor do Sindicato. “Nós também lutamos pela ratificação da convenção 158 da OIT que acaba com a demissão imotivada. Isso vai proteger os trabalhadores de demissões individuais ou em massa, sem motivo justo, como os bancos privados fizeram em 2009”, completa Rodrigo.
A proposta dos Sindicatos para melhorar o atendimento bancário e a qualidade de vida dos respectivos funcionários é que o atendimento ao publico ocorra das 9h às 17h. Assim, a jornada dos bancários seria dividida em dois turnos, de 8h às 14h e de 13h às 19h.
a tentativa de burlar as multas pela demora no atendimento nas agências, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) tentou judicialmente impedir que os clientes e usuários de bancos pudessem reclamar com base no Código de Defesa do Consumidor, mas a Contraf-CUT conseguiu impedir esse retrocesso.
Algumas sugestões foram tiradas durante a audiência pública, como a produção de uma cartilha sobre os direitos dos consumidores e usuários, informando o tempo máximo legal de espera nas filas e como proceder para encaminhar denúncias aos Procons. “Vamos apoiar a cartilha, ajudar nas atividades de esclarecimento da população”, afirma Divino Ramos, presidente da Câmara Municipal.
Não compareceram na audiência os representantes do Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.
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