Banco BRB

2 de Outubro de 2026 às 18:47

Sindicato e BRB assinam o Acordo Coletivo 2026/2028

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O Sindicato e o BRB assinaram nesta sexta-feira (2) o novo Acordo Coletivo de Trabalho, com vigência de dois anos. O ACT amplia benefícios, garante reajustes econômicos e estabelece cláusulas de proteção ao emprego e à remuneração em um momento decisivo para o futuro do banco.

Para o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, a assinatura do ACT representa não apenas a formalização de uma contratação coletiva, mas também a construção de uma unidade em defesa do BRB. “Estamos celebrando uma contratação coletiva, mas, mais do que isso, estamos celebrando uma unidade em defesa do Banco de Brasília, desse importante instrumento da sociedade brasiliense”, afirmou.

Rodrigo destacou que a defesa das instituições financeiras públicas é um princípio do Sindicato e que o momento exige responsabilidade, mobilização e compromisso com o futuro do banco. “Temos uma missão muito importante, que é defender esse patrimônio do povo de Brasília, preservar os empregos das nossas companheiras e dos nossos companheiros e fortalecer essa instituição, que tem enorme relevância para a sociedade”, ressaltou.

Segundo Rodrigo, a construção do acordo demonstra maturidade na mesa de negociação. “Quando celebramos um acordo como este, construído a partir de uma convergência positiva, em que o lado dos empregados é ouvido e incorporado ao ACT, e em que também há sensibilidade dos representantes dos trabalhadores para compreender os limites possíveis da negociação, entendo que isso se chama maturidade”, afirmou.

Durante a assinatura, o presidente do BRB, Nelson Sousa, reconheceu a importância das empregadas e dos empregados para a recuperação do banco. “Quem vai salvar esse banco são os empregados. É a força dos empregados que salvará o BRB”.

Nelson também destacou que o acordo foi construído em um momento difícil, mas com responsabilidade dos dois lados da mesa. “Os empregados do BRB merecem muito mais. Dentro do que era possível fazer neste momento, fizemos até mais do que poderíamos, embora ainda menos do que os empregados merecem. Mas, para o momento, foi um acordo importante”, disse.

“Não estamos aqui apenas para celebrar um acordo. Estamos aqui para reafirmar que o BRB não vai morrer. Apesar das dificuldades, dos ataques e das pedras no caminho, o banco vai sobreviver e voltará mais forte”.

Destaques do acordo

Na parte econômica, o acordo assegura o reajuste dos auxílios alimentação e refeição desde setembro de 2026. Para os salários e a maior parte dos benefícios, a correção pelo INPC acrescido de 0,6% terá efeito a partir de janeiro de 2027, sem pagamento retroativo.

Entre as conquistas, está a ampliação de cinco para seis dias de abono, sendo o sexto dia destinado ao uso no mês de aniversário do empregado. O ACT também prevê dois abonos anuais para doação de sangue, amplia de 700 para mil o número de vagas do auxílio-academia e estabelece melhores condições para o financiamento imobiliário.

Um dos pontos centrais do acordo é a proteção aos empregos. Em caso de mudança no controle acionário do banco ou de operação que resulte em sucessão de empregadores, o ACT garante a manutenção do emprego e da remuneração global habitual até agosto de 2028 ou por 12 meses após a conclusão da operação, prevalecendo o prazo mais longo. O texto também estabelece que eventual demissão coletiva deverá ser precedida de participação sindical e negociação específica.

O acordo ainda prevê atendimento sigiloso e medidas de proteção às empregadas vítimas de violência doméstica, reforçando a importância de cláusulas sociais voltadas à preservação da dignidade, da segurança e das condições de vida das trabalhadoras.

Da Redação

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