Alguns quilômetros após a cidade-satélite de Sobradinho vivem aproximadamente 52 famílias na comunidade rural do Córrego do Ouro. O acesso ao local só ocorre por meio de uma calejada estrada de chão. Trajeto que o Sindicato já conhece. Nesta quarta-feira (20), a população carente da comunidade voltou a receber a visita da entidade, que entregou 26 cestas básicas arrecadadas pelos bancários que participaram da quinta turma de matemática financeira. “O Sindicato oferece o curso gratuitamente para a categoria. A única contribuição que pedimos é a doação da cesta básica”, informa Wandeir Severo, secretário de Formação do Sindicato.

A diretora do Sindicato, Louraci Morais, entrega cesta a morador da Comunidade
Também em outras iniciativas, como a Festa dos Bancários, o Sindicato solicita apenas a doação de alimentos não perecíveis. “Nós vamos fazer um cadastro das instituições que precisam para entregar as arrecadações em diversos pontos do DF”, adianta Louraci Morais, secretária de Relações com a Comunidade do Sindicato. “O movimento sindical defende os trabalhadores, mas também cumpre o seu papel social ao buscar o bem-estar da sociedade fazendo o que for possível”, completa Edmilson Lacerda, diretor do Sindicato.

Diretores do Sindicato entregam cestas para moradores da região e coordenadora
da Associação Comunitária Córrego do Ouro.
A família do aposentado José Alves foi uma das contempladas com as cestas básicas. “A única renda fixa que tenho é um salário mínimo. Eu e a minha esposa nos sustentamos e cuidamos de 10 netos e, por isso, toda comida que chega já faz diferença”, conta José.
A comunidade conta com uma escola classe para atender a demanda da população. Os alunos caminham cerca de 7 km até chegar lá. “A nossa escola tem capacidade de atender o dobro de alunos que temos atualmente, mas a dificuldade de chegar aqui atrapalha as crianças. Elas precisam de transporte”, reivindica Sandra Martins, diretora da Escola Classe Córrego do Ouro há 10 anos.
Apesar das dificuldades, os moradores da comunidade enxergam os estudos como um trampolim para uma vida mais confortável no futuro. “Hoje a gente sonha com oportunidades melhores para as nossas crianças. O estudo é o único jeito de melhorar de vida”, analisa a moradora Jovelcina Gomes.
As dificuldades que a população enfrenta são cotidianas. Na época de chuva, os carros mal conseguem andar pelos vilarejos devido à lama. Além disso, algumas pontes que atravessam os córregos, de tão precárias, são levadas pela força da enxurrada. “A situação precisa ser resolvida definitivamente. Já conseguimos uma medida paliativa, usando terra, mas o certo é construir uma ponte direitinho para não correr o risco de parte das pessoas ficarem ilhadas”, presidenta Hilda Francisca, coordenadora da Associação Comunitária do local.
Voluntários
Os interessados em ajudar a comunidade podem entrar em contato com a Secretaria de Relações a Comunidade do Sindicato pelo telefone 3262-9090. A escola classe e a associação precisam de computadores e voluntários para atividades complementares, como cursos, dança e esporte.
Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília
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