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2 de Julho de 2009 às 07:26

Sindicato, CUT e movimentos sociais manifestam indignação contra golpe militar em Honduras

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O Sindicato dos Bancários de Brasília, assim como todos os sindicatos filiados à CUT, repudia veementemente o atentado contra a democracia em Honduras e contra o povo daquele país e suas lutas por justiça social e melhores condições de vida da população trabalhadora.

Nesse sentido, na manhã desta terça-feira (30), a CUT e entidades dos movimentos sociais realizaram um ato em frente a Consulado de Honduras, na capital paulista, para entrega de uma carta aberta de repúdio ao golpe de estado ocorrido em Honduras e apoio à luta do povo hondurenho.
  
O documento remetido ao cônsul-geral honorário, Dr. Fábio Ferraz Bicudo Junior, foi recebido pela secretária do Consulado, após ter informado que o cônsul está em viagem ao exterior.

Os representantes dos movimentos sociais solicitaram uma audiência com o cônsul-geral, agendada para o início da próxima semana.

Confira abaixo o documento:

São Paulo, Brasil - 30 de junho de 2009

Carta aberta ao Consulado de Honduras e ao Povo Hondurenho

É com o sentimento de indignação que nós, organizações e movimentos sociais, sindicais e estudantis do Brasil abaixo assinados, recebemos a notícia de que o povo hondurenho sofreu um golpe militar a partir do seqüestro do seu Presidente Manuel Zelaya na madrugada do último dia 28.

Repudiamos veementemente tal ato, pois atenta contra ao processo democrático em curso naquele país, construído à custa de muitas lutas sociais e populares por trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, que na edificação da democracia Hondurenha tombaram e tiveram suas vidas ceifadas.

O povo latino-americano vem assistindo e participando do processo de reconhecimento dos seus direitos, que junto com as organizações sociais, sindicais e estudantis vêm construindo processos internacionais e continental de solidariedade. Em decisão soberana, a população hondurenha iria ratificar através de plebiscito a decisão contra o retorno das oligarquias ditatoriais ao poder. Como resposta a esse processo popular, essas oligarquias golpearam duramente tal processo democrático em curso, tentando imobilizar o povo.

Esse golpe de estado reacende nossa memória sobre as décadas de ditadura iniciada na década de 60 em toda América Latina. É essa memória de lutas e resistência que nos leva a reforçar e apoiar a luta do povo Hondurenho e exigir:

1. A volta imediata do presidente Manuel Zelaya ao comando do país;

2. O restabelecimento da ordem constitucional, sem o derramamento de sangue e sem repressão à população, que exige o retorno da democracia;

3. Que seja respeitada a integridade física das lideranças sociais;

4. Que as autoridades garantam em pleno exercício democrático a consulta popular, como forma de livre expressão;

Reafirmamos nossa solidariedade ao povo hondurenho, ao presidente Manuel Zelaya e às organizações e movimentos sociais que levam a cabo - e seguirão levando - as decisões soberanas do povo hondurenho e condenamos veementemente essa ação antidemocrática.

VIA CAMPESINA

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - MST

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES - CUT

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES - MMM

UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES - UNE

CEBRAPAZ

FORÇA SINDICAL

UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES - UGT

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE - PSOL

CENTRAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL - CTB

CONFEDERAÇÃO SINDICAL DOS TRABALHADORES DAS AMERICAS - CSA

CONSULTA POPULAR

PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT

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