Caixa Econômica Federal

23 de Setembro de 2026 às 18:55

Samba do Interdito reforça resistência e cobra adesão à decisão coletiva na Caixa

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A resposta ao interdito proibitório obtido pela Caixa veio com samba, presença e cobrança por compromisso com a decisão da categoria. No 14º dia de greve, nesta quarta-feira (23), bancárias e bancários da Caixa se reuniram em frente ao Matriz I, no Acampamento da Resistência, para o Samba do Interdito. O ato reforçou a continuidade da mobilização e uma responsabilidade que precisa ser compartilhada, que é a de sustentar a continuidade da greve aprovada em assembleia.

Na segunda-feira (21), 58,68% dos participantes rejeitaram a proposta apresentada pelo banco, mantendo a paralisação por prazo indeterminado. Para o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, essa decisão precisa se traduzir em participação, especialmente entre aqueles que votaram pela rejeição, mas continuam trabalhando.

“Se você rejeitou, você tem que estar na greve”, afirmou Britto. O presidente criticou a postura de deixar aos demais colegas a responsabilidade de sustentar o movimento e ressaltou que a pressão por outra proposta depende da adesão de cada empregado.

A cobrança marcou o ato, que reuniu música e resistência diante da medida judicial obtida pela Caixa. Britto destacou que o interdito não impede a continuidade da mobilização e que a força do movimento está na interrupção voluntária do trabalho. “Quem faz a luta é cada empregada, cada empregado que não loga, cada empregada, cada empregado que para a prestação de seu serviço, que adere ao movimento.”

Francinaldo Araújo, dirigente da Fetec-CUT/CN, também criticou a iniciativa do banco de recorrer à Justiça contra a mobilização. Para o dirigente, o Samba do Interdito expressou a resposta dos empregados à postura da empresa. “Caixa Econômica, nós não vamos nos calar diante de suas ameaças”, declarou.

A cobrança por uma proposta que atenda às reivindicações da categoria permanece no centro do movimento. Elis Regina, diretora do Sindicato, destacou o peso do Saúde Caixa no orçamento dos empregados e reforçou a importância de ampliar a participação. “Eu convido você que ainda não está fazendo parte desse movimento a vir também aderir”, afirmou.

Larissa Argento, também dirigente do Sindicato, reforçou o convite à mobilização e o cuidado com a circulação de informações sobre as negociações. Ao comentar uma reportagem publicada naquele dia, ressaltou que, até aquele momento, não havia manifestação oficial da Caixa ou da representação negocial sobre o conteúdo noticiado. A orientação foi acompanhar as atualizações pelos canais da entidade e contribuir com informações verificadas.

Os diretores do Sindicato Josibel Rocha e Athaliba Dias também participaram do ato, ao lado dos empregados que sustentam a mobilização no Acampamento da Resistência.

O samba deu ritmo ao encontro, mas a cobrança que saiu do Matriz I foi direta: rejeitar uma proposta exige disposição para construir outra. A greve continua por prazo indeterminado, e a presença nos comitês de esclarecimento e a adesão voluntária à paralisação dão força à decisão tomada pela maioria.

Da Redação

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