Caixa Econômica Federal

22 de Setembro de 2026 às 13:37

Greve na Caixa segue firme após liminar

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Sindicato adota as medidas jurídicas cabíveis e reforça que a força do movimento decorre da adesão consciente da categoria à decisão tomada em assembleia

A Caixa obteve, nesta terça-feira (22), decisão liminar em ação de interdito proibitório ajuizada contra o Sindicato dos Bancários de Brasília no contexto da greve das empregadas e dos empregados do banco, com abrangência sobre todas as unidades do banco no Distrito Federal.

A decisão determina a desobstrução imediata de entradas, garagens, calçadas e demais acessos, bem como a retirada de faixas e de quaisquer outros obstáculos. Também assegura o livre acesso de empregados e usuários às unidades e estabelece que os manifestantes mantenham distância razoável das entradas, sem a realização de bloqueios físicos.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 10 mil por unidade e por dia, além da possibilidade de emprego de força policial, caso necessário ao cumprimento da decisão.

O Sindicato já recorreu da medida para assegurar o direito constitucional de greve e as prerrogativas coletivas da categoria, sem prejuízo do cumprimento das determinações judiciais enquanto produzirem efeitos.

A decisão não modifica a deliberação soberana tomada pela categoria em assembleia nesta segunda-feira (21), quando 58,68% dos participantes rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa e decidiram pela continuidade da greve por prazo indeterminado.

Para o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, o momento exige ainda mais unidade, consciência de classe e responsabilidade coletiva. “A greve é fruto de uma decisão democrática da categoria e sua força está na adesão consciente de cada trabalhadora e trabalhador. A maioria rejeitou a proposta e decidiu pela continuidade do movimento. Quem defendeu e votou pela rejeição precisa compreender a importância de sustentar, de forma consciente e coletiva, a decisão tomada em assembleia”, afirma Britto.

Segundo o presidente, cabe ao Sindicato continuar representando a categoria, conduzindo as negociações e defendendo juridicamente o direito de greve, enquanto a efetividade do movimento decorre da participação voluntária dos próprios trabalhadores.

“O Sindicato seguirá fazendo sua parte: representando a categoria, negociando, prestando todas as orientações necessárias e adotando as medidas jurídicas cabíveis. Mas a força de uma greve nasce, sobretudo, da consciência de cada empregado e empregada sobre a decisão coletiva que foi tomada. A decisão foi coletiva e sua sustentação também precisa ser”, destaca.

Britto ressalta que a entidade seguirá atuando institucional e juridicamente em defesa da greve enquanto essa for a vontade manifestada pela categoria. “Respeitaremos as determinações judiciais e utilizaremos os instrumentos processuais previstos em lei para defender o direito de greve. Ao mesmo tempo, o Sindicato não arredará pé da defesa da deliberação democrática das empregadas e dos empregados da Caixa enquanto essa continuar sendo a decisão soberana da categoria.”

O Sindicato conclama as empregadas e os empregados da Caixa a permanecerem unidos, conscientes e mobilizados. A continuidade da greve foi decidida democraticamente em assembleia e sua força está na adesão voluntária de cada trabalhador e trabalhadora à decisão coletiva.

A greve continua. A decisão é coletiva. A força também precisa ser.

*Matéria atualizada às 16h40

Da Redação

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