Foto: Luiz Silveira/STF
O Sindicato participou, nesta terça-feira (26), de mais uma reunião no Palácio do Buriti para cobrar medidas concretas do Governo do Distrito Federal em defesa do BRB. O encontro ocorreu em um dos momentos mais delicados da crise enfrentada pelo banco público e, no mesmo dia, a tarde, com uma importante movimentação institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo diretamente União, GDF, Banco Central e BRB.
Enquanto dirigentes sindicais discutiam no Buriti a necessidade de ações concretas para proteger o banco, o ministro Luiz Fux conduzia, no STF, uma audiência de conciliação sobre a operação de crédito destinada ao reforço financeiro do BRB (foto acima). Participaram da reunião representantes do Ministério da Fazenda, da Advocacia-Geral da União, do Banco Central, do Governo do Distrito Federal e da própria direção do banco.
A audiência terminou com um avanço institucional importante: as partes manifestaram oficialmente a intenção de construir uma solução consensual definitiva para viabilizar a operação financeira destinada ao fortalecimento do BRB.
Segundo o termo da audiência, a operação deverá ocorrer por meio de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), utilizando garantia de fiança oferecida por um sindicato de bancos e contragarantia vinculada aos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem necessidade de aval direto da União.
As partes também concordaram em retornar à mesa de negociação no dia 28 de maio, às 10h, para apresentação de proposta definitiva.
Outro ponto considerado extremamente relevante pelo Sindicato foi o registro formal, no termo da audiência, de que eventuais recursos recuperados dos atos ilícitos investigados deverão ser prioritariamente direcionados à liquidação da operação garantida.
Para os dirigentes sindicais, essa cláusula reforça a tese defendida há semanas pela entidade: a de que o BRB e o povo de Brasília figuram entre as principais vítimas de um dos maiores escândalos financeiros da história recente do país.
No Palácio do Buriti, representantes do GDF informaram ao Sindicato que seguem buscando alternativas jurídicas e institucionais para garantir apoio financeiro ao banco e melhorar os indicadores fiscais do Distrito Federal, especialmente o Capag, índice utilizado pela União nas análises de operações de crédito.
Durante a reunião, os dirigentes sindicais reforçaram que continuam existindo etapas técnicas e jurídicas que precisam ser cumpridas com clareza e objetividade. O Sindicato também questionou quais garantias concretas serão utilizadas pelo GDF e cobrou transparência sobre os pareceres e tratativas em andamento junto aos órgãos federais competentes.
Outro tema levado pelo Sindicato foi a crescente preocupação com a situação enfrentada pelas agências e pelos trabalhadores do BRB. Os dirigentes alertaram para os impactos causados pela instabilidade do banco, incluindo pressão operacional, insegurança dos funcionários e movimentações de saída de clientes.
O Sindicato destacou que o fortalecimento do BRB exige não apenas soluções financeiras de alto nível institucional, mas também medidas concretas para preservar sua operação, sua credibilidade e sua base de clientes.
Apesar da gravidade da crise, os acontecimentos desta terça-feira são vistos como um sinal importante de que o tema atingiu o mais alto nível institucional da República e que existe, neste momento, uma mesa formal de negociação buscando construir uma saída para preservar o banco público de Brasília.
Para o Sindicato, ainda não há espaço para triunfalismo. A situação segue grave, os prazos continuam apertados e o banco permanece sob forte pressão. Mas a abertura de um processo formal de conciliação envolvendo STF, União, Banco Central, GDF e BRB representa um avanço relevante em relação às últimas semanas.
O Sindicato seguirá mobilizado, acompanhando cada etapa das negociações, cobrando responsabilidade dos envolvidos e defendendo o BRB, os empregos e o patrimônio público do povo de Brasília.
Sou + BRB. Sempre BRB.
Da Redação
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