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9 de Dezembro de 2009 às 13:45

Protesto de 3 mil pede saída de Arruda; polícia usa violência contra manifestantes

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Cerca de 3 mil manifestantes, entre sindicalistas (inclusive os bancários), políticos, populares e estudantes participaram de ato de protesto pacífico contra a corrupção e pela moralização do GDF na manhã desta quarta (9) diante do Palácio do Buriti, pedindo a saída do governador José Roberto Arruda e do vice Paulo Octávio, acusados de comandar esquema de arrecadação e distribuição de propinas.
No horário do almoço, porém, depois que a maioria dos manifestantes já havia se dispersado, a polícia usou de violência contra estudantes que prosseguiam o protesto no Eixo Monumental, diante do Tribunal de Justiça do DF.

Os estudantes foram agredidos pela cavalaria da PM e atacados com bombas de efeito moral, cassetetes, balas de borracha e gás de pimenta. Um dos manifestantes que se deitara na pista foi pisoteado pelos cavalos e uma criança de 12 anos que acompanhava a irmã, segundo relato de jornalistas, foi atingida por golpe de cassetete.

Segundo informações da PM, 400 policiais, inclusive soldados do Batalhão de Operações Especiais (Bope), participam da ação. Os estudantes só se retiraram da Praça do Buriti por volta das 13h30. A deputada distrital Erika Kokay (PT) intermediou as negociações entre o movimento estudantil e a polícia. Três ônibus conduziram os manifestantes à Rodoviária do Plano Piloto, onde os universitários seguiram fazendo panfletagem.

Carreata no sábado (12)

A manifestação da manhã desta quarta, mesma data em que se comemora o Dia Internacional de Combate à Corrupção, foi convocada pelo Movimento contra a Corrupção e pela Moralização do DF, uma iniciativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que reúne outras centrais sindicais, partidos políticos de oposição, entidades da sociedade civil e integrantes de movimentos sociais do DF. Foi o segundo ato desde o estouro do escândalo político no Distrito Federal, conhecido como propinoduto dos parlamentares do DEM. A manifestação na Praça do Buriti, em frente ao Palácio do Buriti (tradicional sede do governo) teve início por volta das 10h.

Com carros de som, faixas e bandeiras, os cerca de 3 mil manifestantes pediram o impeachment do governador do DF, José Roberto Arruda, e a investigação dos deputados distritais e secretários de governo citados nas denúncias de recebimento de propina que desencadearam a Operação Caixa de Pandora pela Polícia Federal.

"A luta vai ser longa. Esses são os primeiros passos e ações para tirar os corruptos alojados no governo do DF e na Câmara Legislativa Distrital”, afirmou Rejane Pitanga, presidente da CUT-DF. Ela aproveitou para convocar a população para participar de carreata no sábado, a partir de 9h, saindo do estacionamento do Estádio Mané Garrincha. A manifestação seguirá até Águas Claras, onde está a residência oficial do governador José Arruda. 

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