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18 de Fevereiro de 2010 às 15:41

Paulo Octávio deixa renúncia pronta, mas fica no governo do DF

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UOL Notícias e Agência Brasil

Em pronunciamento na tarde desta quinta-feira (18), o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, disse que tem uma carta renúncia pronta, mas disse que vai esperar para tomar uma decisão sobre seu futuro político. Ele continua, portanto, a frente do governo do DF, encerrando as especulações sobre sua possível renúncia.

"Apesar de ter minha carta de renuncia pronta e entregue à líder do meu partido, Eliana Pedrosa, eu aguardo alguns dias e, aí sim, tomaremos as decisões necessárias", disse. "Estou pronto, se for necessário, a renunciar. Durante à tarde, ouvi apelos de muitos partidos políticos e da imensa maioria da população brasiliense."

Paulo Octávio lembrou a falta de apoio dos partidos e pediu ajuda na governabilidade. Octávio disse ainda que Brasília atravessa "a maior crise política de seus 50 anos de existência".  O governador interino disse ainda que uma possível intervenção federal no Distrito Federal seria uma "derrota para o todo o povo brasileiro".

"Não sou candidato ao governo, já renunciei (a isso), mas não posso renunciar ainda", afirmou Paulo Octávio.

O governador interino se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Cultural Banco do Brasil, sede provisória da Presidência da República em Brasília pela manhã. Participaram também do encontro o novo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

O DEM vai avaliar a situação de Paulo Octávio na semana que vem. O partido poderá expulsar Octávio e intervir no Diretório Regional do DF. A estratégia de lideranças nacionais da legenda é a de tentar isolar a corrupção no partido no Distrito Federal. Desde a prisão de José Roberto Arruda, em 11 de fevereiro, o vice Paulo Octavio atua como governador interino do Distrito Federal.

Eleito em 2006 na chapa dos Democratas, Paulo Octávio Alves Pereira também presidia, desde 2008, a Regional do DEM-DF, cargo do qual se licenciou quando assumiu o governo.

O titular do cargo, José Roberto Arruda, está preso após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e referendada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello na semana passada. Arruda é acusado de participação de tentativa de suborno de uma testemunha do chamado mensalão do DEM, o esquema de enriquecimento ilícito e pagamento de propina a políticos por empresas de informática que tinham contratos no governo do DF, de acordo com investigação da Polícia Federal. Octávio é citado nas investigações e nega envolvimento no esquema.

Pedidos de impeachment de PO aceitos

A Procuradoria da Câmara Legislativa do Distrito Federal acatou três dos quatro pedidos de impeachment do governador interino Paulo Octávio (DEM), protocolados na última sexta-feira. De acordo com o parecer, os pedidos atendem os requisitos legais. As informações são de um documento da Câmara a que a Agência Brasil teve acesso.

Foram aceitos os pedidos da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), do Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal (PT-DF) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF).
Foi rejeitado o pedido do PSB-DF por falta de um documento de comprovação de eleitor, uma das exigências para fazer o pedido de impeachment, segundo o parecer do procurador-geral substituto da Casa, Fernando Nazaré.

Os pedidos aceitos pela procuradoria seguem para a Mesa Diretora da Câmara. O quinto pedido de afastamento de Paulo Octávio foi protocolado hoje (18) pelo PC do B, e ainda deverá passar pelo crivo da procuradoria.
 

 

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