Notícias

7 de Abril de 2018 às 18:24

Para Marcio Pochmann, nova lei trabalhista e terceirização são desafios aos trabalhadores

Compartilhe



Dentro da programação do segundo dia do 5º Congresso Nacional da Contraf-CUT, os delegados e delegadas debateram neste sábado (7) os desafios colocados à classe trabalhadora para o próximo período tendo em vista a conjuntura política e econômica. A mesa teve como palestrante Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Pochmann destacou principalmente os impactos da implantação da reforma trabalhista e da entrada em vigor da lei que liberou a terceirização sem limites para todos os serviços. Ele ponderou que “o que estamos vivendo hoje não permite ficarmos prisioneiros de análises específicas, mas conhecer de forma geral a conjuntura, que se dá de forma fragmentada e dificulta compreender o todo”.

Segundo o economista, o Brasil está vivendo uma fase de desindustrialização precoce que traz a reboque consequências na estrutura de classe. “O trabalhador continua classe média, mas continua classe média proprietária e não assalariada. A classe média assalariada da década de 80 ia para rua defender a saúde e a educação pública. Agora, com a terceirização e a reforma trabalhista vamos ter a destruição do serviço público”.

Desemprego é entrave

Ele lembrou o atual cenário enfrentado pelo país diante do mais grave número de desempregados da história. “São 26% de desempregados. E quando o IBGE divulga seus dados, não considera quem faz bico como desempregado”. Todo isso resulta numa profunda transformação na estrutura da economia. Assim, segundo Pochmann, “é preciso reconhecer e tentar entender para saber como vamos intervir nessa realidade. Não podemos decidir pelo individualismo. Algo que nos permitirá dar um salto no que entendemos por esse novo mundo de trabalho”.

Ele deu exemplo da importância de somarmos força para alterar esse estado de coisas. “Em 1980, tínhamos cerca de 1 milhão de trabalhadores contratados diretamente pelos bancos e 200 mil, indiretamente. Hoje, o que acontece é inverso, nós temos menos de 400 mil trabalhadores diretos e mais de 1 milhão de prestadores de serviço aos bancos. O que o governo Temer está fazendo é seriíssimo, mas nos dá a oportunidade de fazermos diferente”, disse.

É preciso renovar as ações

O professor da Unicamp terminou sua intervenção chamando os trabalhadores e o movimento sindical a uma reflexão sobre as suas estratégias de luta, fazendo um apelo à necessidade de renovação das práticas para acompanhar as transformações do mundo do trabalho e da sociedade como um todo. ”Temos que ser capazes de mudar nossas práticas e nosso discurso. É preciso ter uma ação renovada. Essa é chave para o sindicato e também para os partidos políticos”.

Da Redação com Contraf-CUT

 

Acessar o site da CONTRAF
Acessar o site da FETECCN
Acessar o site da CUT

Política de Privacidade

Copyright © 2025 Bancários-DF. Todos os direitos reservados

BancáriosDF

Respondemos no horário comercial.

Olá! 👋 Como os BancáriosDF pode ajudar hoje?
Iniciar conversa